Adolescentes são formados no programa JCC da PM

Mais uma vez, o Teatro Municipal “Camilo Fernandez Dinucci”, foi palco das festividades de formatura do JCC – Jovens Construindo a Cidadania, projeto que tem a parceria da Polícia Militar e Prefeitura Municipal de Botucatu e envolve alunos adolescentes com idade acima dos 12 anos. Vários autoridades municipais estiveram presentes e compuseram a Mesa. O orador oficial do evento foi o soldado Santana de Itatinga e fez apresentação de uma série de shows preparados por alunos no palco e do mágico Alucham, que é da PM de Barra Bonita.

O capitão Maurício José Raimundo que durante o ano esteve ? frente da chefia de Relações Públicas e foi substituído, recentemente, pela capitão Kátia Regina Christófalo, revelou que o objetivo é mostrar ? população a PM realizando o trabalho preventivo, trazendo o jovem para trabalhar junto com a PM.

“O projeto é desenvolvido em escolas que estejam necessitando de um apoio maior da PM e não podemos deixar de enaltecer o trabalho desenvolvido ao longo do ano pelos policiais militares Ocampos, Tibúrcio e Pontes com participação do PM Benedito e tendo o total apoio do comando do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI)”, destacou Maurício Raimundo.

Lembra que para realizar esse trabalho a PM vai até a escola e convida alguns jovens a participar do programa. “Depois de engajados, qualquer problema que haja nas escolas, eles tentam resolver, sempre sob a coordenação de policiais preparados para exercer esse trabalho, obviamente, com a anuência dos professore e diretores. É um sincronismo entre a PM, alunos, professores e diretores, onde se discute o que pode e o que não pode se fazer dentro de uma escola, ou seja, os direitos e deveres de cada um”, comentou o capitão da PM.

Visivelmente satisfeito com mais essa formação do JCC, o policial Pontes ressaltou que através desses alunos, são passados programas de cidadania, segurança e prevenção, utilizados no cotidiano da própria escola. “E não para por aí. Esse programa, também acaba sendo levado para fora das escolas e aplicado nos lares. Por isso é de um alcance social abrangente e o resultado é magnífico, pois tem uma aceitação muito boa entre os alunos que passam a, indiretamente, ser agentes fiscalizadores e pais de alunos”, disse.

Também coordenador desse projeto, o policial Tibúrcio, revela que ele foi, inicialmente, implantado nos Estados Unidos e passou a integrar o programa em 2002, na cidade de Ribeirão Preto. Durante o aprendizado o aluno passa a discutir tudo o que acontece nos estabelecimentos de ensino, desde delitos como furtos e vandalismo até o tráfico de entorpecentes.

“Foi de Ribeirão que trouxemos para Botucatu. Este ano estamos formando cerca de 250 alunos. Esses mesmos alunos continuarão a trabalhar com a gente no ano que vem para passar o que aprenderam a outros estudantes”, compara o policial.

Ocampos, outro PM que esteve ? frente do projeto salientou que o programa é direcionado a adolescentes a partir dos 12 anos de idade, mas conta, também, com alunos com até mais de 20 anos. “Quer dizer: o processo é eclético, com a participação de alunos adolescentes em diferentes faixas etárias e adultos. Posso dizer que, em razão do alcance social que obtemos, me sinto realizado aplicando esse projeto em Botucatu”, concluiu o PM.

Fotos: Valéria Cuter