12º BPM-I promove formatura do JCC das escolas

Uma grande festa de alunos. Assim se pode definir a solenidade realizada pelo 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I) de Botucatu, na manhã desta quinta-feira (4), com a formatura dos alunos do Programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), do 6º ano ao 3º ano de sete escolas do Ensino Fundamental e Médio de Botucatu.

O evento aconteceu no Teatro Municipal “Camilo Fernandez Dinucci”, onde 160 adolescentes receberam o certificado de conclusão do curso do programa, na presença de várias autoridades de Botucatu. Os formandos são das escolas EE Professor Américo Virgínio dos Santos, EE Professor Francisco Guedelha; EMEF Professor João Maria de Araújo Júnior; EMEF Jonas Alves de Araújo e EE Dom Lúcio Antunes de Souza.

De acordo com a capitão Kátia Regina Christófalo, chefe de seção de Relações Públicas do 12º BPM-I, o programa JCC é uma interação do triângulo “Escola – Polícia – Comunidade” e tem como objetivo dar ? juventude a oportunidade de tornar-se parte da solução ao invés de problema.

“É baseado no princípio de incentivo ? cidadania, onde os jovens têm o papel principal de identificar os principais problemas das suas comunidades”, explica Kátia Regina. “Eles são partes da comunidade e como tal devem ser parte efetiva da solução dos problemas das suas escolas e comunidades”, emendou a capitão da PM.

Diz a oficial que a prevenção criminal juvenil é uma das prioridades do comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior, tenente coronel Ben-Hur Baptista. “Ou seja, os policiais militares fornecerem informações importantes aos jovens que lhes proporcionem conhecimentos dos males emanados do uso de drogas, dos pequenos delitos que abrem as portas para os grandes crimes, enfim, subsidiar positivamente os jovens para que não se envolvam com o crime, além do culto aos valores de cidadania e bons princípios morais”, frisou a capitão.

Kátia Regina lembra que o projeto é desenvolvido em escolas que estejam necessitando de um apoio maior da PM não deixando de enaltecer o trabalho desenvolvido ao longo do ano pelos policiais militares Tibúrcio e Pontes com participação dos PMs Benedito e Aline, com total apoio do comando do 12º BPM-I.

{n}Os coordenadores{/n}

Os coordenadores que estão ? frente do projeto enfocam que o programa é direcionado a adolescentes a partir dos 12 anos de idade, mas conta, também, com alunos maiores de 18 anos. Isso significa que o processo é eclético, com a participação de alunos adolescentes em diferentes faixas etárias e adultos.

A policial Aline salienta que para desenvolver esse trabalho, a PM vai até a escola e convida alguns jovens a participar do programa. “Depois de engajados, qualquer problema que haja nas escolas, eles tentam resolver, sempre sob a coordenação de policiais preparados para exercer esse trabalho, obviamente, com a anuência dos professores e diretores. É um sincronismo entre a PM, alunos, professores e diretores, onde se discute o que pode e o que não se pode fazer dentro de uma escola, ou seja, os direitos e deveres de cada um”, comentou a PM.

Pontes, um dos responsáveis pelo projeto, ressaltou que através desses alunos, são passados programas de cidadania, segurança e prevenção, utilizados no cotidiano da própria escola. “O programa, também acaba sendo levado para fora das escolas e aplicado nos lares. Por isso é de um alcance social abrangente e o resultado é magnífico, pois tem uma aceitação muito boa entre os alunos que passam a, indiretamente, ser agentes fiscalizadores e pais de alunos”, disse.

Também coordenador do projeto, o policial Tibúrcio, revela que ele foi, inicialmente, implantado nos Estados Unidos e passou a integrar o programa em 2002, na cidade de Ribeirão Preto. “Durante o aprendizado o aluno passa a discutir tudo o que acontece nos estabelecimentos de ensino, desde delitos como furtos e vandalismo até o tráfico de entorpecentes. Foi de Ribeirão que trouxemos para Botucatu. Este ano estamos formando mais 160 alunos. Esses mesmos alunos continuarão a trabalhar com a gente no ano que vem para passar o que aprenderam a outros estudantes”, destacou o policial.

Fotos: Valéria Cuter