Vacina da gripe imuniza 21 mil pessoas em Botucatu

A Secretaria Municipal de Saúde informa que a Campanha de Vacinação contra a Gripe (Influenza) foi ampliada aos seguintes grupos: professores e demais funcionários de escolas (público e privada), militares, funcionários dos Correios, motoristas e cobradores de ônibus. Esses profissionais serão imunizados mediante identificação.

Em Botucatu, até o último dia 12 de junho, já haviam recebido a dose da vacina mais de 21 mil pessoas, ou seja, 64 % do público alvo: gestantes, mulheres no período pós-parto (até 45 dias), idosos com 60 anos ou mais, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos 11meses e 29 dias), profissionais da saúde e povos indígenas. 

De acordo com o Ministério da Saúde, em todo o Brasil, apenas 73% dos 49,7 milhões de pessoas que formam o público alvo da mobilização já foram vacinados. A meta de cobertura é chegar a 80%. Para receber a dose da vacina basta procurar a unidade de saúde mais próxima e estar munido da carteira de vacinação.

Em Botucatu outras vacinas também são oferecidas durante à campanha. São elas: contra difteria e tétano, para os idosos ainda não vacinados ou com esquema vacinal incompleto; contra a pneumonia, para os grupos de risco elevado e maiores de 60 anos; e atualização de vacinas atrasadas em crianças menores de 2 anos.

 

Prevenção

 

Além de prevenir a gripe e suas complicações, a vacinação, que acontece anualmente, apresenta um impacto indireto na diminuição das internações hospitalares, da mortalidade evitável e dos gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias.

A vacinação contra o vírus Influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e o bebê. É importante salientar que a vacina não dá gripe e nem provoca eventos adversos graves. Para os idosos, o principal benefício é a prevenção das complicações como pneumonia e internação hospitalar.  

Segundo estudos, a vacinação é responsável pela diminuição em 70% da taxa de pneumonia e hospitalização em idosos, redução de 19% de hospitalização de pacientes com doença cardíaca, redução de 16% de hospitalização de pacientes com doença cérebro-vascular e redução de 50% de mortes, também é importante relatar que a eficácia da vacina  é de 50 a 70% em crianças asmáticas.  

Os portadores de doenças crônicas também serão vacinados. Para receber a dose é necessário levar ao posto uma prescrição médica, são pacientes crônicos: os portadores de doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos (grau III) e transplantados. 

Vale ressaltar que a vacina não é recomendável para quem tem alergia à proteína do ovo (usada na sua fabricação) ou para as pessoas que tiveram reações adversas graves a doses anteriores. Também é importante lembrar que ela não protege contra a influenza aviária.  

 

Cuidados e sintomas

 

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). 

À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal. 

Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus, por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, particularmente durante o período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto.  

Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico.  

Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.