Unesp é um dos maiores transplantadores de rins do Brasil

Os três primeiros meses de 2011 foram de intenso trabalho no serviço de Transplante Renal para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB). A unidade registrou nesse trimestre inicial do ano, novo recorde e se tornou o 6º maior serviço de saúde que mais realizou esse tipo de procedimento no Brasil a realizar esse tipo de cirurgia e o terceiro no Estado com 28 transplantes nesse período. Os números foram divulgados pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), que analisou os dados de 141 centros espalhados pelo país.

Com o resultado, a unidade fica atrás, em esfera nacional, do Hospital do Rim e Hipertensão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP- Universidade de São Paulo; Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Hospital Geral de Fortaleza e Hospital das Clínicas de Porto Alegre; mas ? frente de unidades de renome como o Hospital Israelita Albert Einstein.

Foram, ao todo, 23 transplantes oriundos de doadores falecidos e cinco de doadores vivos. O levantamento da ABTO apontou ainda que o mês de janeiro foi quando houve transplantes: doze no total. Em fevereiro e março, foram sete e nove procedimentos do tipo, respectivamente.

Para a coordenadora do Serviço de Transplante Renal do HCFMB, Maria Fernanda Carvalho (foto), a introdução de uma nova política de captação de órgãos instituída pelo hospital no último ano tem favorecido o aumento dessas cirurgias. “A captação de órgãos na região de abrangência do hospital- que compreende as micro regiões paulistas de Bauru, Botucatu e Avaré e envolve uma população superior a 2,5 milhões de habitantes- teve inserção maior nas unidades e serviços de saúde espalhados pelos municípios. Isso possibilitou maior disponibilidade de órgãos e facilitou a redução da fila de espera”, disse.

Outro fator destacado por Maria Fernanda é a estrutura de suporte para que a estatística crescesse nos últimos anos. O número de leitos destinados a esse tipo de transplantes passou de quatro para seis, além de três quartos instalados na enfermaria de Urologia do hospital exclusivos ao pós-operatório. O Serviço de Transplante Renal também recebeu incremento e conta atualmente com quatro médicos (sendo um professor responsável), além do auxílio de equipes de enfermagem e outras especialidades.

A perspectiva, conforme a coordenadora, é que o HCFMB supere a marca registrada em 2010, quando realizou 66 cirurgias, sendo a 14ª unidade transplantadora renal no país. Até abril desse ano, o hospital já contabiliza 39 procedimentos do tipo.

{n}Como ser doador de rins{/n}

É necessário ter 30 anos, ou mais, e ser avaliado em consulta médica em relação a seus antecedentes familiares, e realizar uma série de exames de sangue, urina, radiológicos e eletrocardiograma para comprovar que os rins e demais órgãos estão perfeitos. O transplante renal é recomendado numa faixa etária com expectativa de vida de mais de 10 anos, em função da complexidade e gravidade do tratamento. Um organismo perto dos 70 anos ? s vezes tem dificuldade de suportar bem uma grande intervenção cirúrgica.

A chance de sucesso no transplante é alta, superior a 80% no final do primeiro ano. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade. No entanto, nem todos os pacientes em diálise se beneficiam de um transplante.

Fonte: Flávio Fogueral
Jornal da FMB