Temporão tranquiliza população sobre superbactéria KPC

Para evitar que haja pânico nacional, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão (foto), pediu neste domingo que a nação tenha tranquilidade em relação ? proliferação da superbactéria KPC Klebsiella pneumoniae carbapenemase .

Essa bactéria foi notícia no {n}Jornal Acontece Botucatu {/n} no ultimo sábado, através de informações que vieram da assessoria de imprensa e comunicação da Unesp e gerou expectativa na população. Especialistas da Unesp, estão trabalhando para neutralizar a proliferação da bactéria, desde 2007.

Temporão, entre outras coisas disse que a população pode ficar tranquila, porque esta é uma situação que acontece apenas em ambiente hospitalar e em pacientes debilitados. Ele fez essa alegação, após participar de encontro na capital paulista sobre a definição de diretrizes para minimizar o risco cardíaco em pacientes em tratamento contra o câncer.

“Com a adoção de medidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a situação vai ficar sob controle”, revelou o ministro da Saúde. Entre as ações da agência, ele destacou a norma que determina a retenção da receita médica na compra de antibióticos. “Tal procedimento vai impedir muito o que hoje é um problema seríssimo, que é a automedicação, o uso abusivo e indiscriminado”, garantiu.

O ministro também lembrou a importância de procedimentos simples de higiene, como lavar as mãos, que diminuem muito o risco de contágio pela bactéria. “Isso serve para os profissionais de saúde e também para os visitantes ao entrar e ao sair de um hospital”, ensinou, destacando que outro ponto fundamental no combate ? bactéria é o cuidado no registro dos casos, para melhorar o embasamento de pesquisas sobre o assunto.

{n}Relembrando a notícia{/n}

O professor/doutor Emílio Carlos Curcelli superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp com base em informações do Setor de Microbiologia do Laboratório Clínico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB) e da Comissão de Controle de Infecção Relacionada a Assistência ? Saúde (CCIRAS), divulgou uma nota sobre o combate que a Unesp de Botucatu vem travando com a superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase).

Ele explica que a superbactéria (KPC), na verdade um nome dado a um gene de resistência bacteriana aos antimicrobianos foi, primeiramente, encontrada na bactéria chamada Klebsiella pneumoniae. Desde 2007, o setor de Microbiologia do Laboratório Clínico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) realiza, nas amostras clínicas dos pacientes, investigação intensa e triagem de resultados para identificar a ocorrência de KPC.

“É com satisfação que o Laboratório Clínico e a Comissão de Controle de Infecção informam ? comunidade a existência de vigilância para esse tipo de superbactéria (KPC), muito antes da recente divulgação de sua ocorrência em outros serviços”, salienta Curcelli.

Lembra o especialista que a KPC é um tipo de enzima que tem provocado resistência de algumas bactérias aos antibióticos mais usados. Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais.

Foto: divulgação