Setembro Amarelo: psiquiatra da Unesp estuda suicídio

Consultor da Organização Mundial de Saúde [OMS], José Manoel Bertolote é considerado a maior autoridade mundial do tema.
Consultor da Organização Mundial de Saúde [OMS], José Manoel Bertolote é considerado a maior autoridade mundial do tema.
Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.
Autor de O Suicídio e Sua Prevenção, lançado em 2013 pela Editora Unesp, o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, José Manoel Bertolote, remonta há 10 mil anos os primeiros registros de suicídio. E enfatiza que, entre as estratégias para preveni-lo, está a quebra do sigilo em tratar do tema.

Qual é a população mais vulnerável?

O suicídio é medido em taxas por 100 mil habitantes. Nesses termos, as taxas mais altas, na maioria dos países analisados, são observadas entre idosos do sexo masculino, embora haja exceções notáveis, como a Nova Zelândia, onde os números mais elevados são de homens de idade entre 20 a 30 anos, e no Japão, em homens entre 45 e 55 anos.

Em que medida convicções religiosas ajudam a prevenir ou levam ao suicídio?
A maioria das religiões – cristianismo (católicos, protestantes e espiritualistas), islã, budismo, hinduísmo – desaprova e condena fortemente o suicídio. Nos seguidores dessas crenças, as taxas de suicídio são consideravelmente mais baixas do que entre os ateus.

Assessoria/Matéria publicada pelo Estadão