Serviço de óbito no HC gera inconformismo

Ainda está havendo muito inconformismo dos munícipes com relação a demora para entregar os corpos para que familiares façam o velório, por parte do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), órgão da Superintendência do Hospital das Clínicas (HC) da Unesp de Botucatu que foi autarquizado pelo Governo do Estado em 2012 e passou a ser vinculado, diretamente, ? Secretaria Estadual da Saúde, ganhando autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

O {n}Jornal Acontece Botucatu{/n} em reportagem publicada em fevereiro de 2013 havia apontado situações sobres os corpos que levam mais de 12 horas para serem liberados e o problema não foi sanado. Na ocasião, essa demora já havia sido reconhecida pela própria superintendência que não tem um trabalho direcionado nessa área 24 horas por dia.

De acordo com informações coletadas o SVO funciona de segunda a sexta-feira, das 8 ? s 20 horas e aos finais de semanas e feriados das 9 ? s 20 horas. Com isso, caso uma morte ocorra após o horário estabelecido, o corpo permanece “guardado” no HC, já que não há técnicos especializados suficientes. O SVO atende segundo o HC, aproximadamente, 70 cidades da região e realiza, em média, sete procedimentos por dia.

Ainda foi informado que “o SVO é um serviço de avaliação da causa da morte desconhecida ou duvidosa, com o objetivo de fornecer elucidação diagnóstica e informações complementares para o serviço de epidemiologia e políticas de saúde pública em geral, o que para a sociedade é de suma importância, pois pode colocar em evidência os possíveis riscos a saúde que estão em emergência, tanto os já conhecidos quanto os que não são comuns, ou ainda casos de uma doença nova em um determinado local”.

Em recente entrevista ? Rádio Municipalista uma mulher denunciou que o corpo de um parente morreu por volta das 18 horas de quinta-feira (15), foi encaminhado ao SVO e só foi liberado para ser velado por volta do meio dia do dia seguinte, ou seja, sexta-feira (16). “Imagine como nós ficamos. Além de perder um ente querido tivemos que esperar 18 horas para receber o corpo. Isso é um desrespeito e falta de humanidade contra quem está passando por um momento triste como este”, disse a mulher.

O presidente da Câmara Municipal de Botucatu, vereador Ednei Carreira, adiantou que preparou um documento oficial para ser encaminhado ? Superintendência do HC para que as explicações sejam dadas, assim como buscar alternativas para que o atendimento seja mais eficaz e prolongado. “É lamentável que isso esteja acontecendo e a Câmara não pode fechar os olhos a este problema. Por isso estamos pedindo explicações de como é o funcionamento e como o problema poderá ser solucionado. Não tem sentido um hospital desse porte não contar com um atendimento 24 horas”, justificou Carreira.