Secretaria da Saúde conscientiza população sobre a hanseníase

Neste sábado (23) a Secretaria Municipal de Saúde promoveu uma ação dentro da campanha “A hanseníase tem cura”, iniciativa da Secretaria Estadual da Saúde com objetivo de conscientizar a população sobre a doença.

Na oportunidade, profissionais e residentes das Unidades de Saúde da Família fizeram uma “busca ativa”, junto ? população, das 8 ? s 16 horas, na Rua Amando de Barros (Centro), Vitoriana, Mina e Porto Said. A mobilização objetivou identificar pessoas com sintomas de hanseníase e orientá-las, com entrega de folhetos, sobre a forma de tratamento.

“Temos que conscientizar a população sobre como identificar os sintomas e a procurar as unidades de saúde para iniciar o tratamento precoce da hanseníase, que tem cura”, destaca Maíra Rodrigues Baldin Dal Pogetto, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuve), da Secretaria de Saúde.

{n}Redução{/n}

De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no ano de 2006, em todo o Brasil, 43.652 casos novos foram notificados pelo Ministério da Saúde, e 36.718 em 2009, ou seja, redução 15,8%.

A doença também acompanha essa tendência na população menor de 15 anos, tendo sido notificados 3.444 casos novos em 2006 e 2.617 em 2009, representando uma redução de 24% no número de casos. Dados de 2009 também indicam que 55% dos casos acometem homens.

{n}Sobre a doença{/n}

A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, um bacilo descoberto em 1873 pelo médico Amaneur Hansen na Noruega, país europeu que já controlou a doença. Uma pessoa a contrai a mesma através da respiração, por meio das gotas eliminadas pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa contaminada.

Um dos principais sinais da doença é o surgimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade. Em geral, demora de 2 a 5 anos para aparecerem os primeiros sintomas.

O tratamento da hanseníase é feito com medicamento oral, PQT (poliquimioterapia) com dose mensal na unidade de saúde e cuidados com a pele, olhos, mãos e pés para prevenção de incapacidades. O tratamento é gratuito em todas as unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).

{n}Outros sintomas{/n}

• Área de pele seca e com falta de suor;
• Área da pele com queda de pêlos, especialmente nas sobrancelhas;
• Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade ao calor, dor e tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
• Sensação de formigamento (Parestesias);
• Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés;
• Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido ? inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.
• Úlceras de pernas e pés.
• Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
• Febre, edemas e dor nas juntas.
• Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.
• Ressecamento nos olhos.

{n}Número de casos em Botucatu:{/n}

2005: nove
2006: dez
2007: oito
2008: oito
2009: nove
2010 (até hoje, 23 de outubro): três

Fotos: Valéria Cuter