Saúde intensifica combate ao mosquito da dengue

A Secretaria Municipal de Saúde atualizou nesta terça-feira (12) os números da dengue  em Botucatu neste ano de 2015. Até o momento já foram confirmados um total de 634 casos positivos: 576 autóctones (provenientes do próprio Município) e 58 importados. Outros 417 casos ainda aguardam resultados laboratoriais. A boa notícia é que dos resultados laboratoriais recebidos nos últimos dias, 75% foram negativos para a dengue.

Outra boa notícia fica por conta do número de imóveis visitados por agentes da Vigilância Ambiental em Saúde nos primeiros quatro meses do ano: mais de 22 mil. Foram 4.809 nebulizações (aplicação de inseticida) e outras 17.272 bloqueios para controle de criadouros do mosquito transmissor (Aedes aegypti). Em todo ano passado foram 16.035 visitas realizadas.

Nesta semana, por exemplo, o trabalho de controle de criadouros acontece em bairros da região Sul, como Pallos Verdes, Reflorenda, Cohab I, entre outros. Já as atividades de nebulização abrangem bairros da Região Leste como Jardim Cristina, Parque Residencial Nazaré e Residencial Chácara Santo Antonio, onde o índice de infestação do mosquito continua alto.

“A chegada do clima mais frio ajuda a estacionar o número de casos, mas não temos dúvida que fizemos a lição de casa. Contratamos emergencialmente mais 20 novos agentes de saúde pública e reorganizamos todo o sistema. Apesar de ser o ano que mais registramos casos de dengue na história da Cidade, monitoramos e demos assistência a todos os pacientes, não contabilizando um óbito sequer. Para se ter ideia Sorocaba já registrou 48 mil casos, com 22 mortes; e Marília mais 15 mil casos, com oito óbitos”, compara o secretário municipal da Saúde, Claudio Lucas Miranda.

Apesar das ações executadas já apresentarem efeito, a Secretaria de Saúde continua alertar a população para que recipientes não sejam deixados em condições de acumularem água parada e limpa, ambiente favorável para que o mosquito Aedes aegypti deposite seus ovos. Também é orientado que seja permitido o acesso dos agentes de saúde pública, devidamente identificados, aos imóveis para as visitas de controle de criadouros e aplicação de inseticida.

 

Sobre a dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode ter manifestações assintomáticas até quadros graves e fatais. Os sintomas característicos da dengue são: febre alta [acima de 38°C], dores intensas de cabeça, no fundo dos olhos, e por todo corpo, onde também podem aparecer manchas vermelhas.

Ao identificar esses sinais clássicos de dengue, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente e ficar em repouso permanente de 10 a 15 dias. Neste período, a Secretaria Municipal da Saúde, através da VAS, iniciará todas as atividades necessárias para evitar a transmissão da doença no Município.

Ela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se prolifera a partir de qualquer acumulo de água. Pratos e vasos de plantas, calhas e ralos entupidos, bebedouros para animais de estimação, piscinas, bromélias ou qualquer objeto exposto à chuva e que acumule o mínimo de água pode ser um potencial criadouro. Até uma simples casca de ovo ou uma imperfeição no piso pode ser um canal para a proliferação do mosquito.

A última Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada em janeiro deste ano, apontava índice de 5,5. Isso representa que a cada 100 imóveis pesquisados na Cidade, uma média de cinco a seis imóveis tem focos com larvas do mosquito transmissor da dengue. O preconizado como satisfatório pela Organização Mundial da Saúde é abaixo de 1.

De acordo com o Ministério da Saúde, de 1º de janeiro a 18 de abril deste ano foram registrados 745,9 mil casos de dengue, número 234,2% maior que o mesmo período do ano passado. Ainda assim, este volume é 48,6% menor em comparação com 2013, quando na mesma época foram notificadas 1,4 milhão de ocorrências da doença.