Saúde atualiza ações de vigilância contra a raiva

 

Botucatu esteve representada por profissionais da Secretaria Municipal da Saúde na quarta oficina de vigilância e controle da raiva, organizado em Bauru, pelo Instituto Pasteur, órgão responsável pelo controle da doença no Estado de São Paulo. Na ocasião todos puderam ficar ainda mais atualizados sobre o avanço da raiva em animais e, inclusive, seres humanos.

Em 2014, até o momento, foi notificado no Brasil um caso importado de raiva, onde uma criança teria sido agredida por um cão na Bolívia e voltou infectada para o País. Também foram notificados neste ano dois casos de raiva em cães no Maranhão e Goiás e outro com gato no Rio Grande do Sul.

No Estado de São Paulo o último caso de raiva canina notificado foi em 1997. Já o último caso de raiva transmitida a humanos foi em 2001, na cidade de Dracena, onde um gato teve contato com o morcego infectado e transmitiu a doença através de arranhadura. Em Botucatu o último caso de raiva em cães foi registrado em 1985.

“Com os dados apresentados neste evento concluímos que o perfil da raiva vem mudando ao longo dos anos e que o ciclo aéreo (raiva em morcegos) vem tornando-se o principal mantenedor da circulação do vírus”, informa a médica veterinária do Canil Municipal de Botucatu, Selene Babboni. “Daí a importância de mantermos nossos animais imunizados contra a raiva, principalmente os gatos, que são exímios caçadores, inclusive de morcegos”, conclui.

 

Atenção aos morcegos

As principais espécies de morcegos encontrados no ambiente urbano de Botucatu são os seguintes: insetívoros, que se alimentam de insetos; frugívoros, que se alimentam de frutos; e nectarívoros, que se alimentam de néctar.

A VAS orienta a população a não manusear morcegos caídos ou pousados em locais não habituais. São atribuições da Secretaria Municipal de Saúde: monitorar as colônias de morcegos; realizar o encaminhamento para exame de diagnóstico de raiva daqueles que são resgatados em situação de risco; manter cães e gatos imunizados com a vacina antirrábica; realizar a observação de animais agressores; seguir o protocolo de atendimento para seres humanos com exposição ao risco, entre outros serviços. A campanha anual de vacinação contra a raiva em cães e gatos está programada para ocorrer no mês de setembro. A meta é vacinar 22,1 mil cães e 3 mil gatos.