Samu já atendeu 23 mil casos em Botucatu e região

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu – 192) – regional de Botucatu comemorou seus três anos de atuação com a realização de um simpósio voltado à qualificação dos profissionais da Rede de Urgência e Emergência (RUE) dos municípios aderidos ao serviço (Pardinho, Areiópolis e Anhembi). Ele foi realizado na última quinta e sexta-feira (24 e 25), no Salão Nobre do Colégio Santa Marcelina, com apoio da Fundação UNI e Secretaria Municipal de Saúde.

O evento contou com mais de 300 inscritos, entre estudantes e profissionais formados e que já atuam na área da saúde. Os participantes puderam acompanhar palestras como a do professor doutor Dario Birolini, titular da Faculdade de Medicina da USP, que abordou o “Atendimento pré-hospitalar no trauma”; e do secretário municipal da Saúde, Claudio Lucas Miranda, que detalhou sobre o “Cenário das urgências em Botucatu”. Médicos docentes da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp), profissionais do próprio Samu, e outros representantes da área de segurança da Cidade (Guarda Civil Municipal, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar) também contribuíram com informações e debates.

Quem trabalha com a área da saúde reconhece a qualidade e importância da atuação do Samu. “O primeiro atendimento é o mais importante. Tanto é que estamos enfatizando o tema da urgência e emergência dentro da nossa grade de ensino aos nossos alunos”, comenta o professor José Carlos Peraçoli, vice-diretor da FMB/Unesp. “Em 2009 encontramos um cenário bastante complexo em Botucatu e ao longo destes anos o poder público trabalhou na reorganização da rede de urgência e emergência, que inclui a atuação do Samu”, destaca o secretário municipal da Saúde, Claudio Lucas Miranda.

Segundo a Enfermeira. Priscila Masquetto Vieira de Almeida, coordenadora regional do Samu, este simpósio faz parte de um programa de educação continuada com foco de integrar os profissionais da rede de urgência e emergência, bem como os estudantes da área da saúde. “O objetivo é de manter a equipe qualificada e atualizada e, com isso, obter sucesso nos atendimentos. Isso contribui para a redução de sequelas, diminuição do tempo de internação hospitalar e redução do número de óbitos”, argumenta.

 

Ações

 

Desde julho de 2011 até o momento, o Samu já recebeu 113 mil ligações e realizou mais de 23 mil atendimentos em Botucatu e região, com envio de ambulâncias (Unidades de Suporte Básico e Avançada) e equipe especializada ao atendimento de urgência e emergência. Quedas e traumas físicos graves, falta de ar, dores torácicas e abdominais, e crises convulsivas são os casos mais frequentes atendidos.

Entre o deslocamento da viatura e o tempo de resposta efetivo do paciente, o tempo de atendimento do Samu em Botucatu gira em torno de 7 a 12 minutos em média. O preconizado pelo Ministério da Saúde é que o serviço seja realizado no máximo em 15 minutos.

Essa agilidade no atendimento tem ajudado a reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro precoce como nos casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Por isso, o Samu Botucatu está entre os cinco melhores serviços do Estado de São Paulo e um dos mais bem avaliados do Brasil.

Além dos atendimentos de urgência e emergência, o Samu começou a implantar o projeto “Samuzinho”. Nele, alunos de 5º ano do Município passam a conhecer mais de perto as atividades do Samu e a importância dele dentro do sistema de saúde. A iniciativa também é uma forma de conscientizar este público em relação aos trotes, que hoje em Botucatu correspondem a quase 5% dos chamados.

 

Sobre o Samu

 

Criado em 2003 pelo Governo Federal, o Samu realiza o atendimento de urgência e emergência sempre quando acionado pelo telefone gratuito 192. Ele funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, ginecológico-obstétrica e de saúde mental da população.

 

Quando acionar

 

Problemas cardiorrespiratórios graves

Dor aguda no peito

Convulsão

Acidentes ou agressão com armas “brancas” ou de fogo

Suspeita de derrame (AVC): alteração na fala ou na face e falta de força nos braços

Intoxicação

Queimaduras graves

Crises hipertensivas

Afogamentos

Choque elétrico

Desmaios

Acidentes com traumas graves

Trabalho de parto onde há risco de morte da mãe/feto

Quaisquer outros casos de ameaça à vida