Programa de Transplante Renal do HCFMB recebe prêmio de maior centro transplantador do interior

291200_629328_programa_de_transplante_renal_do_hcfmbO Programa de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) foi iniciado em 1987 e vem evoluindo desde então. Com abrangência ampla, o centro de transplantes do HCFMB atende mais de 130 munícipios, além de pacientes de outros estados, como Mato Grosso do Sul e Goiânia. Nesses 30 anos, o programa de transplante renal se estruturou, tornando-se um serviço de referência não só no Estado de São Paulo, mas em todo Brasil.

O responsável pelo Programa de Transplante Renal do HCFMB, Dr. Luiz Gustavo Modelli, afirma que atualmente, cerca de 130 transplantes renais são realizados por ano pela Central de Transplantes do HCFMB. “Em 2015, foram 134 transplantados, o que nos colocou em terceiro lugar em números de transplantes no Estado de São Paulo, e como maior centro transplantador do interior de São Paulo”, diz.

Dr. Aparecido Donizete Agostinho, responsável cirúrgico do programa, dá detalhes sobre o prêmio. “Em 2015, recebemos da Secretaria Estadual da Saúde o prêmio de maior centro transplantador do interior de São Paulo. Nosso número de transplantes ultrapassou cidades como Marília e Ribeirão Preto”, afirma.

O centro transplantador do HCFMB já havia sido premiado em 2012. “Temos muito orgulho do nosso serviço ser reconhecido em uma região relativamente pequena. O programa melhorou muito e esse prêmio é fruto de muito trabalho e dedicação de toda equipe”, diz.

Rosenildo Rodrigues da Costa, 39, é de Itaja-GO, e foi transplantado no HCFMB. “Tenho sete irmãos, todos fizeram o teste e nenhum deles foi compatível. Meu cunhado fez tratamento no HC e resolvi vir com ele. Minha esposa veio comigo para fazer o teste de compatibilidade, pois seu sonho era ser doadora de órgãos. O teste dela foi 100% compatível e ela doou seu rim para mim”, contou.

Hoje, Rosenildo se recupera muito bem. “Antes, quando fazia hemodiálise, me sentia preso, pois a máquina te prende a ela. Hoje, me sinto um pássaro. Até hoje sou acompanhado por uma equipe muito bem preparada, que me trata com muito carinho”, diz.

Dr. Luiz Gustavo explica como os doadores são identificados. “Os transplantes de rins podem ser realizados com doadores vivos ou falecidos. Pela legislação, o doador vivo é todo parente até quarto grau, como pais, irmãos, primos e tios. O único não parente que pode ser legalmente doador é o cônjuge. Fora dessa situação, a doação não é aconselhável, já que não há legislação que permita isso”, diz.

O paciente que não encontra um doador compatível na família entra na lista de transplantes com doador falecido. “Quando o doador é encontrado, é feita uma avaliação para saber se o indivíduo tem condições de doar o órgão. Pessoas que tiveram pedras nos rins, diabetes ou pressão alta já não podem ser doadoras”, afirma Dr. Gustavo.

No interior de São Paulo, o tempo médio de espera na lista de transplantes é de um ano. No HCFMB, o paciente é atendido ambulatorialmente em um espaço novo, devidamente adequado. Em média, 15 pacientes são internados por mês no Centro de Transplantes do Hospital.

Dr. Luiz Gustavo diz se orgulhar da evolução do Programa de Transplantes do HCFMB, e afirma acreditar que a tendência é que ele cresça cada vez mais. “Ao mesmo tempo que transplantamos com qualidade, atuamos em um centro universitário onde conseguimos formar profissionais que replicam esses modelos em outros locais”, diz.

(Vivian Abilio – Assessoria de Imprensa do HCFMB via 4toques Comunicação)