Obesidade classifica Botucatu ao “Prêmio Saúde”

Especialistas da Faculdade de Medicina de Botucatu (FM), da Unesp de Botucatu se classificaram para concorrer ao “Prêmio Saúde” na categoria de Saúde da Criança. Foram inscritos 427 estudos e três por categoria foram selecionados. O trabalho de Botucatu refere-se a síndrome metabólica que diminui a densidade mineral óssea em adolescentes com excesso de peso.

Trabalho que tem como tema “gordurinhas demais, massa óssea de menos” é assinado por Valéria Nóbrega da Silva, Tamara Beres Lederer Goldberg, Luciana Nunes Mosca, Anapaula da Conceição Bisi Rizzo, Altamir dos Santos Teixeira e José Eduardo Corrente.

Os pesquisadores realçam que o excesso de peso está por trás da chamada síndrome metabólica, um conjunto de problemas que envolve pressão alta, colesterol elevado, gordura acumulada no abdômen. Eles observaram 271 jovens acima do peso e, aí, detectaram a tal síndrome metabólica em 39, justamente aqueles em que os exames de densitometria mostraram uma redução preocupante na densidade mineral óssea.

Duas revelações foram detectadas durante os estudos. Primeiro porque acaba de vez com o mito de que os gordinhos teriam um esqueleto mais vigoroso por carregarem peso extra. Segundo porque traz outro motivo para combater a obesidade já nas primeiras décadas de vida, isso porque é, principalmente, na adolescência que os ossos se fortalecem. Em outras palavras, contra-atacar o sobrepeso e a síndrome metabólica entre os jovens é um fator essencial na prevenção da osteoporose — e, assim, uma verdadeira medida de saúde pública.