Misericórdia agora fica nas mãos do governo do estado

Depois de esfriar as negociações com a Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico (Unimed) que não aceitou a proposta de gestão apresentada, a situação do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Botucatu continua indefinida. Além da Unimed, mostrou interesse em gerir o hospital a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), subordinada a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, pasta administrada por Giovanni Guido Cerri (foto).

Após recente reunião de sua diretoria sobre o assunto a Famesp tornou público que ainda não foi tomada uma decisão sobre a proposta de gerir a Santa Casa Misericórdia Botucatuense. A entidade afirma que mantém o interesse em administrar a unidade, mas ainda é necessário fazer algumas avaliações durante os próximos meses.

A Famesp deve aguardar ainda definição sobre sua situação financeira para 2013, considerando os contratos de algumas das principais unidades que administra e também quer conhecer a opinião do secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, já que atualmente a fundação é uma das principais parceiras do governo paulista no interior do Estado.

O hospital, em questão, pertence ? Associação Misericórdia Botucatuense e é administrado por um Conselho Gestor eleito por Assembléia Geral, composto por nove sócios regulares, sendo que, de dois em dois anos, um terço de seus membros são, obrigatoriamente, substituídos, obedecendo a ordem cronológica de eleição. O hospital se mantém com o pagamento de diferentes convênios, sendo a Unimed o principal cliente. É dessa forma que arca com as despesas de equipamentos, manutenção de todo o complexo, folha de pagamento dos funcionários, além de outras despesas gerais, como água, luz e telefone. Sem os convênios não há como fazer o hospital funcionar. Para manter toda estrutura do hospital é necessário um rendimento considerável todos os meses.

Um dos diretores, que não quis ser identificado foi bastante direto sobre o assunto. “A Prefeitura Municipal, acredito eu, não tem condições de assumir o hospital e a solução teria que vir ou do governo estadual ou do federal. Como o hospital e tudo o que tem nele é da Associação, a solução mais coerente seria mesmo entregá-lo a um gestor ou a um grupo de gestores que assumiriam todo o complexo do jeito que está e pagasse pelo uso. Se isso não for feito, o mais tradicional hospital da Cidade poderá fechar suas portas”, garantiu.