Hospital das Clínicas de Botucatu volta a realizar transplantes de fígado‏

Após alguns anos, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) volta a realizar transplantes hepáticos. Os procedimentos serão realizados por uma equipe de cirurgiões e anestesistas do HCFMB em conjunto com médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de São Paulo (HCFMUSP).

O chefe de Gabinete da Superintendência do HCFMB, Dr. André Balbi, é quem conduz a retomada desse procedimento. Entre a intenção de voltar a realizar os transplantes e a confirmação do interesse do HCFMUSP em atuar em um programa de cooperação neste processo, passaram-se 3 anos. “Neste tempo, houve uma fase de treinamento e preparação da equipe, para que os resultados dos transplantes fossem altamente satisfatórios”, diz.

A ideia é que a equipe do HCFMUSP, liderada pelo Dr. Luiz Augusto Carneiro D´Albuquerque, acompanhe os primeiros transplantes dando todo suporte necessário ? equipe do HCFMB. “Quando as equipes de São Paulo e Botucatu concluírem que nós estamos preparados e seguros quanto ao procedimento, passaremos a realizar os transplantes sozinhos”, afirma Balbi.

Dr. Leonardo Pelafsky e Dr. Fábio Yamashiro compõem a nova equipe de transplante hepático do HCFMB, juntamente com Dr. Luiz Augusto Carneiro D´Albuquerque, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas da FMUSP, e Dr. Wellington Andraus, que atua na equipe de Transplante de Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da USP.

Enquanto o Hospital das Clínicas de Botucatu não realizava transplantes hepáticos, o serviço de avaliação pré-transplante continuou sendo feito. O Hospital avaliava o paciente antes do transplante e o encaminhava para a capital, ou para outro local de sua preferência. Hoje, já há pacientes listados na fila do transplante e novos casos são analisados semanalmente. O Hospital das Clínicas de Botucatu pretende realizar dois transplantes de fígado por mês.

A lista de espera do transplante hepático respeita um índice baseado na gravidade da doença, chamado MELD (Model for End-Stage Live Disease). Esse indicador, que corresponde ? um valor numérico de seis a 40, demonstra quão urgente o paciente necessita do transplante. Dessa forma, um paciente inscrito com um MELD muito alto pode receber um órgão em poucas horas, enquanto um MELD mais baixo pode aguardar meses.

O transplante de fígado é indicado quando as funções do órgão já estão extremamente prejudicadas em decorrência de doenças como hepatite B, hepatite C e cirrose hepática. Essas condições acabam não permitindo que o paciente tenha uma boa sobrevida a longo prazo. Infelizmente, nem todos os pacientes estão aptos ao transplante, como explica o coordenador do projeto de transplante de fígado no HCFMB, Dr. Leonardo Pelafsky: “É necessária toda uma avaliação multidisciplinar, que envolve um número grande de profissionais, como médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e até assistentes sociais, que decidirão em conjunto se aquele paciente tem ou não condições de ser submetido a todo o processo”, relata.

Dr. Luiz Augusto Carneiro avalia esta ação como uma parceria de sucesso. “Esperamos uma retomada imediata dos transplantes de fígado em Botucatu e região. Os procedimentos serão feitos com o apoio de uma equipe muito experiente. Nossa missão universitária é transmitir todo e qualquer conhecimento, objetivo final desta parceria”, diz.

Nessa nova etapa, o HCFMB consolida um projeto iniciado há anos. Dr. André Balbi finaliza dizendo que “a parceria com o HCFMB e o HCFMUSP consolida um serviço estruturado, referência em toda a região, e que abrirá portas para outras modalidades de transplante no HCFMB. “A nossa expectativa é muito boa. Temos certeza que traremos um tratamento de excelência aos pacientes de Botucatu e região”.

 

Com 4toques – Assessoria de Imprensa HCFMB