Hemocentro da Unesp reconhecido como referência nacional

O coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, esteve, pela primeira vez em Botucatu nesta sexta-feira, 1º de julho, para o encerramento do curso voltado a gestores e técnicos de manutenção em equipamentos de hemocentros. A capacitação foi realizada, exclusivamente, no Centro Técnico de Engenharia Clínica (Cetec), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB), cujos funcionários ficaram responsáveis pela formação dos alunos.

O treinamento integra o Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede, do Ministério da Saúde, que identificou, na manutenção dos equipamentos utilizados nos hemonúcleos, uma das principais deficiências do sistema. Por ser referência nessa área no Brasil, o Cetec de Botucatu foi escolhido para ser o centro de capacitação dos cerca de 100 alunos vindos dos 31 hemocentros coordenadores do país – com exceção de Botucatu.

Foram, ao todo, 4 cursos para gestores e 12 voltados a técnicos de manutenção de equipamentos de hemocentros. Os alunos foram divididos em pequenos grupos que se deslocaram ? Botucatu para serem treinados através de uma parceria entre o Ministério da Saúde, Universidade Federal da Bahia e Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).

Para Genovez, o sistema de produção do sangue tem a mesma lógica de uma fábrica, onde os equipamentos usados são fundamentais para a qualidade do produto final. No caso de um hemocentro, diz o coordenador, esse produto é o sangue que chega ao paciente. “Para que esse processo ocorra com a qualidade necessária, os equipamentos precisam funcionar bem, por isso vocês (técnicos e gestores) são fundamentais, tanto na manutenção como ao ensinar os funcionários a operarem corretamente as máquinas”, destaca.

“A Unesp tem um nível de qualidade bastante alto, visto que o Ministério se interessou e procurou fazer parcerias para a captação de pessoas. Ela é hoje é referência nacional junto com outros centros de treinamento”, avalia.

Manoel Álvaro Guimarães, responsável pelo Cetec, fez questão de ressaltar a dedicação e comprometimento de seus funcionários na formação dos técnicos e getores de hemocentros. “Agradeço a todos os nossos colaboradores e enfatizo que para nós é motivo de orgulho termos sido escolhidos como referência para oferecer esse treinamento”, observa.

{n}Ampliação da idade para doação {/n}

Durante estadia em Botucatu, dias 30 de junho e 1º de julho, o coordenador geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, ressaltou a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Hemocentro de Botucatu, vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB). A visita ocorreu durante encerramento do curso para gestores e técnicos de manutenção em equipamentos de hemocentros.

Para o coordenador, a excelência buscada pelo Hemocentro do HCFMB tem refletido em parcerias e escolhas para colaboração com o Ministério na promoção de cursos e no suporte ? s unidades de saúde da região, com o fornecimento de hemoderivados como sangue e plaquetas. “Fiquei impressionado com a seriedade com que está sendo administrado e os níveis de qualidade e controle que há no Hemocentro de Botucatu sobre os processos que envolvem a captação e armazenamento de sangue”, declarou.

Além do encerramento do curso, o coordenador também frisou a importância da ampliação que o Ministério da Saúde fez quanto ? faixa etária para doação de sangue. Agora, pessoas entre 16- mediante autorização dos pais e/ou responsáveis- e 67 anos podem ser doadoras. “Isso é um passo que a Europa, Estados Unidos e outros países já deram. Sempre precisamos de mais doadores e o indivíduo quando começa a doar com 16 anos, a durabilidade dele como colaborador é muito grande já que vai ser doador até os 67 anos”, frisou Genovez.

De acordo com ele, mais de 14 milhões de pessoas poderiam reforçar a gama de possíveis doadores. Além disso, a iniciativa já é adotada em alguns Estados do país, através da conscientização. “É importante que se traga esse indivíduo, sensibilize as pessoas desde pequenas. Alguns Estados já possuem o ‘doador do futuro’, que trabalham nas escolas do Ensino Médio chamando a atenção para essa questão”, opinou o coordenador.

Genovez ainda complementa ressaltando que o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos também estabelece critérios mais específicos para a doação de sangue. A necessidade de se ter uma autorização, por parte dos menores de idade, não deve ser empecilho para se agregar novos doadores. “Já vi blogs em que o autor escreve que ao completar 18 anos vai tirar a carteira de motorista e fazer sua primeira doação de sangue. As pessoas sabem que o sangue não é fabricado e tem que ser doado. O jovem hoje tem um senso de responsabilidade e fraternidade muito forte”, finalizou.

Fonte: Leandro Rocha e Flávio Fogueral
Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB/Unesp e HCFMB