HC tem nova acusação de morte por erro médico

A família de Giovana Cristina Santos de Souza, de 18 anos de idade, está acusando o Hospital das Clínicas (HC) de Rubião Júnior de erro médico que ocasionaram a sua morte e encaminhou o caso para ser analisado pelo Ministério Público. Caso, segundo a família, teve início dia 11 de julho deste ano quando Giovana foi internada no HC, permanecendo internada por oito dias naquela unidade, tendo recebido um primeiro diagnóstico de anemia e cogitado um segundo diagnóstico equivocado de câncer de fígado.

No dia 26 de setembro as 08h30 foi agendada uma biópsia para aferir-se em tese um diagnóstico correto. Tendo a jovem comparecido na data e horário, agendada para o procedimento, obedecidas todas as recomendações pré-exame pela jovem e pela família, foi realizado o procedimento de biopsia, no entanto informa a família que a equipe médica em questão perfurou três vezes o abdome da jovem na tentativa de realizar a coleta do material, tendo logo em seguida recebido alta médica e retornando para sua casa.

Às 13 horas do mesmo dia da coleta do exame de biópsia, com muitas dores a jovem foi levada novamente pela família de volta para a emergência do HC ocasião em que a família foi informada que aquelas queixas eram normais, tendo retornado para a sua casa. Entretanto, o quadro foi se agravando cada vez mais e ? s 15 horas a família optou por reconduzir a jovem para a emergência do HC, ficando em observação, quando apenas ? s 18 horas, passadas cerca de 10 horas da biópsia, foi diagnosticado através de ultrassonografia uma hemorragia interna na jovem.

Às 19 horas Giovana entrava em estado gravíssimo em cirurgia que durou cerca de 4 horas, tendo recebido segundo informações da família cerca de nove bolsas de sangue. Ao deixar o centro cirúrgico foi encaminhada direto para a Unidade de Terapía Intensiva (UTI) em estado gravíssimo, estando presentes no local os pais da jovem, dois tios da menina e um amigo.

“Minha jovem filha entrou num dia andando normalmente para a realização dos exames e saiu no outro dia do HC, dentro de um caixão com o corpo desfigurado na face. Sua morte poderia ter sido evitada. Ela apenas precisava de tratamento clínico, mas devido a falha no procedimento foi submetida a cirurgia de emergência para reverter a hemorragia severa que sofreu e, infelizmente, ela morreu com apenas 18 anos de idade”, lamentou o pai Luiz Carlos de Souza.

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{n}{tam:25px}Alexsander: outra vítima de setembro{/n}{/tam}

Vale lembrar que ainda no mês de setembro outra acusação de erro médico foi feita contra o HC. Desta feita pela família de Alexsander Felipe Silva (foto), de 17 anos de idade, que morreu depois de passar mais de 14 horas no Pronto Socorro Regional que é gerido pelo HC, tendo três diagnósticos diferentes.

Família relata que a equipe médica atestou a dengue hemorrágica como causa da morte. Somente 48 anos depois é que a família foi informada de que o óbito havia sido causado por meningite meningocócica, que é altamente contagiosa. Em casos desta natureza a pessoa infectada teria que ficar isolamento de outras pacientes do PS e ter o seu caixão lacrado, o que não aconteceu.

{n}Nota oficial do HC sobre o caso{/n}

“A Superintendência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, através de sua Diretoria de Assistência ? Saúde, informa que a paciente Giovana Cristina S. Souza foi submetida a procedimento de biópsia hepática no dia 26/09/2013, no Setor de Endoscopia deste HC, conforme protocolo padronizado de atendimento.

Após período de observação no próprio local, paciente recebeu alta em torno das 12 horas, em situação clínica estável e sem queixas. Por volta das 16 horas do mesmo dia foi trazida ao Pronto Socorro deste mesmo hospital, pelo SAMU, com quadro de dor abdominal difusa, sendo prontamente atendida.

Após exames diagnósticos, foi encaminhada ao centro cirúrgico e, após ser submetida ? cirurgia abdominal, foi encaminhada ? Unidade de Terapia Intensiva do HC, onde permaneceu até a manhã seguinte, quando evoluiu para óbito.

Lamentamos a evolução do quadro e prestamos nossa solidariedade para com os familiares da paciente, nos colocando ? disposição para qualquer novo esclarecimento.”