Especialista estuda perda de massa óssea em adolescentes

Aspectos relacionados à saúde dos adolescentes vêm sendo, há vários anos, alvo de estudos coordenados pela professora Tamara Beres Lederer Goldberg, responsável pela Disciplina de Medicina do Adolescente, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). O mais recente deles, que é tema de uma dissertação de mestrado da aluna Valéria Nóbrega da Silva, orientada por Tamara, analisa a Síndrome Metabólica (MetS) e seus componentes e a Densidade Mineral Óssea (DMO) de Adolescentes com Excesso de Peso.

O objetivo da pesquisa foi avaliar a influência da Síndrome Metabólica e de cada componente sobre a densidade mineral óssea avaliada em coluna lombar, fêmur proximal total, corpo total e subtotal, de adolescentes com excesso de peso. Participaram desse estudo 271 adolescentes considerados com sobrepeso, obesos e superobesos, com idades entre 10 e 16 anos. Todos matriculados e acompanhados no Ambulatório de Adolescentes.

Com os resultados dos exames foi possível diagnosticar que 14% dos adolescentes com excesso de peso apresentavam Síndrome Metabólica – conjunto de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e/ou Diabetes mellitus tipo II – e diminuição significativa na densidade mineral óssea. “Nossos resultados sugerem que adolescentes com excesso de peso e presença de Síndrome Metabólica apresentaram menor densidade mineral óssea. Dentre os componentes da SM, a circunferência abdominal revelou-se fator determinante para a redução das DMO”, esclarece professora Tamara.

Osteoporose – O não incremento de massa óssea, como desejado em adolescentes pode aumentar a probabilidade de desenvolver doenças como a osteoporose. Em estudos desenvolvidos pelo grupo de pesquisadores dessa disciplina da FMB,  divulgados anteriormente, observou-se estar entre 14 e 15 anos  o período de maior ganho de massa óssea entre os adolescentes do sexo masculino. Já nas adolescentes, essa fase chega antes, entre 13 e 14 anos, quando, geralmente, acontece a primeira menstruação e diminui o ritmo de crescimento estatural.

Estudo realizado anteriormente e divulgado em periódico internacional rendeu uma reportagem publicada no Jornal de Notícias Chicago Tribune, em dezembro de 2013, resultado de uma entrevista feita pela jornalista Shereen Jegtvig, especialista em nutrição do site about.com.

Tamara Goldberg Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1975), mestrado em Medicina Pediatria pela Universidade de São Paulo (1984) e doutorado em Medicina Pediatria pela Universidade de São Paulo (1989). Atualmente é professor adjunto livre docente da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e professor convidado do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pediatria, atuando principalmente nos seguintes temas: adolescentes, avaliação nutricional, mineralização óssea, densidade mineral óssea, eventos pubertários, qualidade de vida.

Da Assessoria