Docente usa terapia floral em autoconhecimento

A terapia floral como parte das práticas alternativas e complementares em saúde tem sido estudada pela professora Eliana Mara Braga, do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), com objetivo de aprimorar o autoconhecimento dos educadores na área da saúde. Ao utilizar os Florais do Sistema Bach, a docente buscou entender como o uso desta terapia de consciência perceptiva pode contribuir para a melhoria das relações profissionais, pessoais e/ou sociais destes indivíduos.

Já estão em andamento projetos de pesquisa, nesta mesma linha, desenvolvidos por alunos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da FMB/Unesp. O trabalho “Florais de Bach: possibilidade de autoconhecimento para docentes da área de saúde repercutindo na melhoria das relações interpessoais” conquistou o primeiro lugar durante o 1º Simpósio de Terapias Florais do Estado de São Paulo, realizado em junho deste ano. Os sujeitos da pesquisa foram os próprios professores da FMB.

Participaram voluntariamente do estudo 15 enfermeiros, educadores/docentes. A coleta de dados foi realizada por meio do questionário, em três momentos consecutivos, com um intervalo médio de 30 dias. No segundo e terceiro momentos, os educadores aceitaram fazer uso da fórmula de essências florais de acordo com a avaliação do instrumento do estudo.

Nos resultados, as flores mais escolhidas no primeiro momento, Water Violet, Oak, Elm, Chestnut Bud. Isso mostrou que o educador sente-se solitário na construção do conhecimento e quer buscar a integração com seus pares; é um trabalhador que está no limite das suas resistências, que se sente sobrecarregado e temporariamente incapaz de cumprir tantas tarefas; tem consciência de suas responsabilidades, embora a prática repetitiva de tarefas possa ser um fator de conflito para exercer o cuidado em saúde.

As essências florais mais escolhidas no segundo e terceiro momentos, Water Violet, Walnut, Honeysuckle e Star of Bethlehem refletem a autoconsciência deste grupo, pois de acordo com os seus gestos, estas flores evidenciam a busca por atitudes de tolerância, confiança, competência e delicadeza, mesmo em momentos de transição, melancolia e vulnerabilidade. Nas palavras expressas pelo grupo, foi possível perceber o movimento, a leveza, o desenvolvimento da autoconfiança e o equilíbrio para a tomada de decisões; sentimentos fundamentais para um conviver saudável.

“Deste modo, este estudo nos fez compreender que terapia floral utilizada, especificamente, para o indivíduo, respeitando suas necessidades, suas fases de vida e/ou sua inserção profissional, pessoal e/ou social, pode ser de grande ajuda no desenvolvimento da autoconsciência, pois com o evoluir do processo terapêutico, os indivíduos se veem e se percebem como seres únicos e conseguem ampliar esta experiência para o todo em que estão inseridos”, afirma professora Eliana, autora do estudo.