Convênio futuro entre Misericórdia e Unimed está indefinido

No dia 14 de dezembro do ano passado o {n}jornal Acontece Botucatu{/n} publicou uma reportagem intitulada: “Misericórdia Botucatuense poderá ter um novo gestor”, sobre a possibilidade de a Misericórdia ter uma nova gestão em 2013. Conversações estavam sendo feitas com a Unimed (cooperativa de trabalho médico) e a Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (Famesp), da Unesp de Botucatu.

O hospital pertence ? Associação Misericórdia Botucatuense e é administrado por um Conselho Gestor eleito por Assembléia Geral, composto por nove sócios regulares, sendo que, de dois em dois anos, um terço de seus membros são, obrigatoriamente, substituídos, obedecendo a ordem cronológica de eleição.

O hospital se mantém com o pagamento de diferentes convênios, sendo a Unimed o principal cliente. É dessa forma que arca com as despesas de equipamentos, manutenção de todo o complexo, folha de pagamento dos funcionários, além de outras despesas gerais, como água, luz e telefone. Como a Unimed está construindo seu próprio hospital, poderá deixar de ser o principal cliente da Misericórdia e isso poderia inviabilizar a continuidade do atendimento.

Na ocasião, em razão do presidente da Associação Misericórdia, Walter Nascimento Castilho, estar viajando, o Acontece conversou cobre este assunto com um dos mais conhecidos e antigos diretores do Conselho Gestor, que pediu para não ser identificado. Ele afirmou que, realmente, as negociações para uma nova gestão ou até mesmo uma gestão compartilhada estavam bastante adiantadas. “Antes de tudo quero deixar claro que nenhum diretor da Associação é remunerado. Quanto a gestores posso lhe assegurar que as conversações foram mantidas com a Famesp e Unimed”, disse o diretor.

Ele alegou desconhecer que a Misericórdia estivesse passando por uma crise financeira muito grande e com dívidas impagáveis, mas afirmou que sem os convênios não há como fazer o hospital funcionar. Disse que para manter toda estrutura do hospital é necessário um rendimento considerável todos os meses. No caso da Unimed interromper o convênio, o hospital não teria condições de funcionar, pois os outros convênios não cobririam as despesas.

“A Prefeitura Municipal, acredito eu, não tem condições de assumir o hospital e a solução teria que vir ou do governo estadual ou do federal, mas também não acredito nessa possibilidade. Como o hospital e tudo o que tem nele é da Associação, a solução mais coerente seria mesmo entregá-lo a um gestor ou a um grupo de gestores que assumiriam todo o complexo do jeito que está e pagasse pelo uso. Se isso não for feito, o mais tradicional hospital da Cidade poderá fechar suas portas”, garantiu. Tudo o que ele afirmou sobre as negociações que estavam sendo feitas, realmente acabaram acontecendo.

Entretanto, em razão de notícias recentes veiculadas nos meios de comunicação da Cidade a Unimed, através de sua assessoria de imprensa emitiu uma nota aos meios de comunicação sobre seu posicionamento quanto a essa questão. Conheça a íntegra do comunicado.

{tam:25px}{n}NOTA DE ESCLARECIMENTO{/tam}{/n}

Unimed de Botucatu, 04 de Janeiro de 2013.

A Unimed de Botucatu – Cooperativa de Trabalho Médico – tem contratos com a Misericórdia Botucatuense há mais de 40 anos.

Os Contratos estabelecidos entre a Misericórdia Botucatuense e a Unimed de Botucatu estão vigentes e serão cumpridos pela Unimed.

A Cooperativa preza por suas relações com a Misericórdia e tem grande interesse e preocupação com seu bom desempenho.

A grande maioria de seus beneficiários é atendida nesta instituição.
Face ? estas considerações, a Unimed manteve negociações com a M.B. visando a possibilidade de arrendamento da instituição que passaria a ser de responsabilidade da Unimed de Botucatu.

As negociações giraram em torno do arrendamento do Hospital por prazo determinado e com valores a serem discutidos. Em nenhum momento foi cogitada a hipótese de aquisição dos bens da Misericórdia Botucatuense.

A proposta apresentada pela Associação Misericórdia Botucatuense foi apreciada pelos médicos cooperados (sócios da Cooperativa) em Assembléia Geral Extraordinária realizada em 17 de Dezembro de 2012 não tendo sido aprovada.

A Diretoria da Unimed de Botucatu encaminhou correspondência ? M.B. informando a decisão.

Quaisquer fatos ou informações além das aqui colocadas não tem respaldo ou autorização da Unimed de Botucatu.

{n}Omar Abujamra Junior
Presidente