Combate ao mosquito da dengue terá equipes reforçadas

O prefeito João Cury Neto reuniu-se com o secretário municipal de Saúde, Cláudio Lucas Miranda; com o secretário de Fazenda, Luiz Augusto Felippe e o diretor de Departamento em Planejamento em Serviços de Saúde, Rodrigo Iais da Silva, para discutir novas ações para combater o mosquito da dengue. As chuvas intensas das últimas semanas, a confirmação de sete casos autóctones (contraídos no próprio município) e o alto índice de densidade larvária registrado no município levaram o governo a decidir pela contratação de mais agentes de saúde pública.

“Não podemos nos descuidar. Apesar do combate a dengue ser bastante eficiente em Botucatu, precisamos reforçar as medidas que contribuam para reduzir o risco de surto ou epidemia da doença na cidade. E uma das maneiras para que isso aconteça de forma efetiva é reforçando as equipes que atuam de casa em casa, realizam os bloqueios e nebulizações para eliminar o Aedes Aegypti. Por isso vamos quase dobrar o número de agentes, contratando mais 20. Passaremos de 29 para 49 agentes na ruas”, anuncia o prefeito João Cury.

Para acelerar o processo, as contratações acontecerão em caráter emergencial e por prazo determinado. A Secretaria de Administração e o Departamento de Gestão de Pessoas deverá definir a forma como as pessoas serão selecionadas e o tempo de contrato. Mas a ideia é reforçar a equipe de combate à dengue de forma definitiva. A Prefeitura divulgará nos próximos dias o edital de um grande concurso público que, entre os vários cargos a serem disponibilizados, também inclui vagas para a contratação de agentes de saúde pública. 

O alto índice de densidade larvária registrado em vários setores do município tem preocupado o secretário de Saúde. “O índice de densidade larvária preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como ideal é abaixo de um. Entre um e quatro o município entra em estado de alerta. E acima de quatro, há risco de surto ou epidemia de dengue. Hoje, em Botucatu, o índice está em 5,5. É muito alto. O ovo depositado pelo mosquito transmissor da doença é muito resistente. Pode permanecer nos ambientes secos por longos períodos. Basta vir a primeira chuva para eles eclodirem. Não podemos nos descuidar. Precisamos lançar mão de todas as medidas para eliminar os focos do mosquito e orientar a população”, ressalta Miranda.

Segundo ele, o fato de Botucatu ter um extenso território e as equipes encontrarem larvas do mosquito transmissor da dengue em praticamente todos os setores da cidade, elevam o grau de dificuldade para as ações de combate e prevenção. Como se não bastasse isso, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) tem encontrado dificuldade no trabalho de porta em porta, sobretudo para fazer a nebulização. Apesar de toda orientação, muitos moradores impedem o ingresso dos agentes nas residências.

O secretário reforça a necessidade da colaboração da população, adotando práticas no dia a dia que contribuam para eliminação de possíveis criadouros do mosquito. “Como o número de casos da doença foi bastante pequeno no ano passado, houve um afrouxamento nos cuidados por parte das pessoas. Precisamos redobrar a atenção com a limpeza de terrenos e para não deixar água acumular em recipientes, calhas, vasos e em qualquer outro lugar. A ajuda da população é fundamental para que, em Botucatu, a dengue continue sob controle”, enfatiza Miranda.