Centro para dependentes opera abaixo da capacidade

Fotos: Valéria Cuter

A previsão do Centro de Recuperação de Dependentes Químicos construído em área próxima ao Hospital Psiquiátrico “Cantídio de Moura Campos”, no Jardim Aeroporto, gerido pelo Hospital das Clínicas (HC) da Unesp, inaugurado em dezembro do ano passado, é estar com sua capacidade de 76 pessoas (42 homens, 20 mulheres e 14 adolescentes) em regime de internação completa entre os meses de junho e julho deste ano.

Atualmente, a unidade está operando com apenas 50% de sua capacidade, entre homens, mulheres e adolescentes e existe a rotatividade, pois a média de internação é de 15 dias. Mas, quando deixa a clinica o paciente continua sendo acompanhado. O complexo faz parte do programa Recomeço, do governo estadual, voltado ? reabilitação e ressocialização de pessoas dependentes químicas (drogaditas e alcoolistas) e seus familiares.

“É como o atendimento em um hospital normal. Cada paciente passa por uma avaliação médica nas unidades de Saúde, antes de ser encaminhado ? Central de Vagas e o critério para a internação irá depender da gravidade de cada paciente”, adianta a médica Patrícia Toledo. “Um paciente grave é aquele que é compulsivo, não tem mais controle sobre seu cérebro e não consegue mais ficar sem a ingestão do álcool ou de outras drogas como crack e cocaína. Isso não quer dizer que as pessoas que forem encaminhadas ? clínica deixarão de ser atendidas. Apenas haverá critério de prioridades para ? internação”, emendou.

A psicóloga e diretora da unidade, Janice de Lurdes Megid, ressalta que o atendimento é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com leitos nos regimes ambulatorial, de internação e reabilitação, sendo 10 para desintoxicação, 18 adolescentes, 18 mulheres e 30 homens, separados por pavilhões distintos.

“Além do atendimento médico, temos áreas de esporte e lazer, com quadra coberta e piscina (que ainda não está sendo usada) e o Centro ainda reserva espaços (salas) para atividades de cultura, espiritualidade, educação e qualificação profissional aos pacientes e familiares”, coloca Janice.

Lembra que a unidade em Botucatu, primeira do gênero no Estado de São Paulo, atualmente é composta por uma equipe composta por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, equipes de vigilância, recepção, educadores físicos, entre outros, além de profissionais de empresas terceirizadas. Com sua capacidade total, o número deverá ultrapassar 200 pessoas, para atender uma região que agrega 68 municípios.

Janice ressalta que a além do atendimento médico, a clínica busca parcerias com escolas profissionalizantes como o Senai, Sesi, Sebrae, Sebrac, assim como a Secretaria de Esportes, Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (palestras), entre outras.