Campanha contra Hepatite passa de 1,5 milhão de acessos

A campanha promovida pela Organização de apoio aos portadores de Hepatite C, Transplante e Câncer de Fígado,  C TEM QUE SABER C TEM QUE CURAR no site www.ctemquesaber.com.br  chamada “Faça uma selfie em prol do  Combate da Hepatite  C “  iniciada em dia 1º de janeiro ultrapassou em 1apenas 10 dias a marca  de 1,5  milhões de postagens nas redes sociais o que demonstra o apoio popular brasileiro a essa questão de saúde pública.

Esse é o maior movimento popular nas redes sociais em prol da Hepatite C, o que já serviu de alerta a muita gente. No dia Mundial das Hepatites, comemorado no dia 28 de julho, as selfies da campanha serão enviadas ao Ministério da Saúde. Mais informações sobre o trabalho realizado pela ONG podem ser conferidas no site www.ctemquesaber.com.br.

No Brasil existem cerca de 3 milhões de pessoas infectadas pela Hepatite C  e 90% não sabem, pela ausência de sintomas. Ela ataca o fígado e se não descoberta a tempo pode causar cirrose e câncer, sendo responsável por 12 mortes precoces por dia que se dá por conta da detecção tardia e ausência de informação.

Ação objetiva chamar a atenção da população sobre os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce, por meio do teste anti-HCV, que é rápido e gratuito. Para participar, basta publicar em seu perfil no Facebook uma foto fazendo a letra C com umas das mãos, em analogia a hepatite C, juntamente com a hashtag #selfieHepatiteC.

“Nesse momento, em que chega à rede pública de Saúde o remédio para a cura da hepatite C, nada adianta se não houve a detecção precoce. Ela é uma doença silenciosa e que não manifesta sintomas. Quando o paciente procura o médico, já está com o fígado altamente comprometido. O que nós estamos realizando é um papel que deveria ser do governo, que é o de conscientizar e informar”, disse Francisco Martucci, um dos principais coordenadores da ação.

Para ele, se a população fosse mais instruída, seria possível reduzir significativamente o número de mortes em decorrência dos danos causados pela doença. “Existe tratamento e ele pode ser conseguido gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), mas, ainda assim, as pessoas continuam morrendo, pois a doença vem acompanhada da falta de informação. No mundo, ocorrem 500 mil mortes precoces por ano. É preciso incentivar a realização do teste anti-HCV”, destacou.

Martucci ressaltou ainda a maneira positiva como a ação vem se fortalecendo por meio das redes sociais, em todo o País. “Começamos a campanha no dia 1º de janeiro e, até o momento, já foram mais de 1,5 milhão de postagens. O mais interessante é que as pessoas que aderiram não foram apenas aquelas com hepatite ou que são próximas a algum portador da doença. A ação atingiu toda a população e agora se tornou um grande movimento em prol da vida”, comentou.