Campanha contra a pólio atende as expectativas

Neste sábado (16) foi realizada, em etapa única, a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, destinada ? s crianças menores de 5 anos de idade. Em Botucatu, a meta foi imunizar 95% desse público, que corresponde a, aproximadamente, 8.330 crianças.

Para atender e facilitar o acesso da comunidade ? campanha, aplicada em gotinhas, foi montado vários pontos de atendimento na Cidade e todas as Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família funcionaram das 8 ? s 17 horas. Ainda houve postos fixos e volantes na cidade e na zona rural, que atenderam das 8h30 ? s 16h30.

A campanha também deu aos pais a oportunidade de atualizar as vacinas que estavam atrasadas como a Tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche, e Haemophilus influenzae) Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) e Hepatite B. Os pais das crianças que não foram vacinadas deverão buscar orientações nos postos de saúde mais próximos.

A partir de agosto deste ano, as crianças que estão começando o esquema vacinal, ou seja, nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil, irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina poliomielite inativada, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses), a quarta dose (aos 15 meses) e os reforços continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas.

{n}Recomendações{/n}

Ela (vacina) se destina a todas as crianças menores de cinco anos, mesmo as que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Entretanto, se a criança estiver com algum tipo de doença, a Secretaria Municipal da Saúde recomenda que os pais ou responsáveis conversem com um médico antes da aplicação da vacina.

A vacina contra a polio não está indicada nas seguintes situações: crianças imunodeprimidas (congênita ou adquirida, neoplasias, tratamento com corticosteróides em doses elevadas, equivalente ? prednisona na dose de 2mg/kg/dia ou mais); crianças com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina; reação anafilática em dose anterior; crianças com história de paralisia flácida associada ? vacina.

{n}Prevenção {/n}

Não existe tratamento para a pólio e, somente a prevenção por meio da vacina, garante a imunidade ? doença. O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso no país foi registrado em 1989, na Paraíba.

Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. E é apenas por meio da vacinação que se pode garantir que o vírus não volte a circular em território nacional.
Apesar de não haver registro de casos de pólio há 23 anos no Brasil, é importante manter campanhas de vacinação anuais porque o poliovírus, causador da enfermidade, pode ser reintroduzido no país. Isso porque, o vírus ainda circula no mundo. Entre 2007 e 2012, 35 países registraram casos de poliomielite, sendo que três ainda são considerados endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

{n}Sobre a pólio{/n}

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão.

O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.

O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, pode até matar, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição.