Botucatu mantém ações contra a dengue no inverno

Em Botucatu, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) tem realizado durante todo o ano ações para a redução de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti e busca ativa de possíveis casos suspeitos da doença nas áreas onde ocorreram casos confirmados.

Devido a este importante trabalho realizado, Botucatu registrou até o mês de julho 81 notificações de casos suspeitos da doença. Deste montante apenas cinco foram confirmados, todos importados. Ou seja, o Município ainda não contabilizou em 2012 um caso autóctone sequer de dengue, que é quando pessoas contraem a doença na cidade onde residem.

O ciclo de transmissão da dengue se dá da seguinte forma: o mosquito sadio pica a pessoa doente, que contraiu a doença em outro município; o inseto se infecta, e transmite a dengue ao picar outras pessoas sadias.

Como este trabalho de prevenção e controle da dengue não pode parar nem mesmo no inverno, durante o mês de julho a VAS continuará a realizar a atividade de Avaliação de Densidade Larvária (ADL). O objetivo é medir o nível de infestação do mosquito transmissor, em sua fase larvária.

Segundo Valdinei Moraes Campanucci da Silva, supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal, esta atividade fornece dados do comportamento da população quanto ? disponibilidade de criadouros, isto é, quais são os principais recipientes nas residências do Município que oferecem condições para a proliferação do mosquito. Fatores ambientais como invernos chuvosos contribuírem para a elevação de infestação do aedes.

“Entre os meses de julho a dezembro é possível verificar a diminuição de casos de transmissão de dengue. Devido a isto é importante o direcionamento de esforços para identificar os pontos críticos das ações de controle de vetor e atuar sobre eles de forma a minimizar seus efeitos no verão. Por isso, a VAS através dos resultados do ADL identificará as regiões que necessitarão de intensificação do controle do mosquito transmissor para o segundo semestre”, explica.

Ainda de acordo com o supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal, as Secretarias Municipais de Saúde, Obras e Meio Ambiente já estudam a possibilidade de realizar uma atividade de redução de criadouros que abrangerá todo o Município.

“Esta ação irá contribuir para que no período mais crítico do ano, ou seja, no verão não exista nos imóveis da Cidade materiais inservíveis que possam acumular água parada e servir de criadouro para o mosquito transmissor da dengue”, finaliza.