Botucatu adere ? campanha de prevenção ao suicídio

 

Foto – Divulgação

 

O tema suicídio, considerado um tabu por muitos, é lembrado neste dia 10 de setembro com a Campanha Nacional de Prevenção ao Suicídio configurada como “Setembro Amarelo”, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras entidades ligadas à saúde. O objetivo é simbolizar o compromisso com a vida, uma vez que a cor amarela é sinônima de vida, luz e alegria, contraponto simbólico ideal contra este problema.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas se suicidam por ano em todo o mundo. No Brasil são quase 12 mil casos por ano. Botucatu teve o registro de 191 notificações de tentativas de suicídio lançados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) no ano de 2014.

No mesmo ano houve 13 óbitos por suicídio no Município, algo em torno de dez suicídios por 100 mil habitantes, que é quase o dobro da taxa nacional de 5,8 suicídios por 100 mil habitantes no ano de 2012, dados estes fornecidos pelo Ministério da Saúde (Datasus, 2012).

A resposta governamental compreende um plano de ação chamado "Estratégia de Diretrizes Nacionais de Prevenção do Suicídio", que inclui 2.128 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) em todo o País, que inclui serviços instalados em Botucatu e que formam a rede especializada.

“Além da própria Rede de Atenção Básica, que possui profissionais que podem realizar a primeira abordagem da pessoa com sofrimento intenso, há quando necessário o apoio da equipe de Saúde Mental do NASF  (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) para abordagem junto às equipes de saúde e também do próprio SAMU-192, que pode ser acionado em situações de emergência psiquiátrica”, informa Márcio Pinheiro Machado (foto), psicólogo e coordenador do NASF em Botucatu. 

“Outro serviço disponibilizado para a população é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que segundo sua assessoria informa que a cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas. Portanto, o suicídio é considerado um problema de saúde pública. Mas o Município conta com uma rede capaz de dar toda a assistência necessária a essas pessoas que possam passar por esse tipo de problema, que precisa ser discutido amplamente”, complementa o psicólogo.