Autoridades de Saúde debatem atendimento do PS

Durante a tarde de sexta-feira, aconteceu uma reunião no auditório da Prefeitura Municipal de Botucatu, tendo como tema central o atendimento a pessoas que procuram o Pronto Socorro (PS) Municipal, na Vila Assumpção, que é gerido pela Unesp. Essa reunião marcou o primeiro ano de funcionamento do PS em Botucatu. Um dos principais pontos debatidos foi com relação ao fato dos pacientes receberem pulseiras indicativas de espera para atendimento. Essas pulseiras são colocadas no pulso dos pacientes avaliados na pré-consulta feita na sala de triagem.

Após essa avaliação o paciente recebe uma pulseira com uma determinada cor que define o tipo de atendimento que vai receber e qual a prioridade. A cor azul é usada para casos de menor complexidade e sem problemas recentes (previsão mínima para o atendimento de quatro horas). A cor verde, para casos menos graves, que podem ser assistidos no consultório médico ambulatorial (previsão mínima de duas horas). Pacientes classificados com a cor amarela precisam de avaliação, mas têm condições clínicas para aguardar (previsão mínima de 15 minutos). Já a cor vermelha está relacionada ? necessidade do atendimento imediato.

Estiveram nessa reunião o prefeito João Cury Neto; o vice-prefeito Professor Antônio Luiz Caldas Júnior; o professor/doutor Emílio Curcelli, superintendente do Hospital das Clínicas (HC) da Unesp; Marina Okoshi, chefe do Departamento de Urgência e Emergência do HC; Júlio Bonsegno diretor de apoio administrativo de urgência emergencial do HC; Tânia Gasparelo, secretária municipal de Saúde e vários órgãos de imprensa.

Emílio Curselli, mostrando uma série de gráficos com dados estatísticos fez uma explanação geral desse primeiro ano de funcionamento do PS, 24 horas por dia. Entre outras coisas revelou que nesse primeiro ano houve 91.444 atendimentos, sendo 85.34 somente de Botucatu e o restante de outras cidades da região.

“Estamos no caminho certo e esta reunião com vocês (imprensa) é mais um bate-papo para que a gente possa discutir juntos os problemas que enfrentamos no dia a dia e encontrar mecanismos para solucioná-los. É de total interesse da Unesp e da Prefeitura que a gente possa prestar ? população o melhor atendimento possível”, disse Curcelli, abrindo espaço para que os representantes da imprensa local pudessem se manifestar e sugerir melhorias e até promover campanhas para uma melhor utilização do PS já que mais de 50% dos casos poderiam ser solucionados nas unidades básicas (postos) de saúde.

A enfermeira chefe do PS de Botucatu, Estefânia Aparecida Thomé Franco diz que o uso das pulseiras está de acordo com as normas do Ministério de Saúde e visa priorizar o atendimento de emergência não por ordem de chegada, mas sim pela gravidade do paciente. Revela que o problema maior de espera para o atendimento acontece no início da semana (segunda e terça-feira), onde a procura é mais acentuada.

“Temos dados que nos revelam que em Botucatu muitas pessoas procuram o PS, sendo que o atendimento poderia ser feito nos postos de Saúde espalhados por diferentes bairros da Cidade. Por esta razão o número de pessoas que procura o PS fica acima de sua capacidade para proceder um atendimento imediato. Estamos tentando disciplinar a população para que só procure o PS em caso de urgência para evitar esse período de espera”, enfocou a enfermeira.

Fotos: Valéria Cuter