APAPE inaugura nesta sexta (29) centro de Equoterapia em Rubião Junior

A APAPE, Associação de Pais e Amigos de Pessoas Portadora de Necessidades especiais, inaugura nesta sexta-feira, 29, seu mais novo instrumento de recuperação, o Centro de Equoterapia. O evento está marcado para às 9 horas no Sítio São José, na estrada Raimundo Putti, KM 3, em Rubião Júnior.

O trabalho será coordenado por duas profissionais, a coordenadora de equitação Flávia Teixeira e a fisioterapeuta Silvana Garcete. O projeto do Centro de Equoterapia estava em curso há aproximadamente três anos.

Para Vitor Quinteiro, fisioterapeuta da APAPE há quase 9 anos, o método é uma esperança para os pacientes assistidos pela entidade.

A Equoterapia melhora a parte motora do paciente, melhorando o equilíbrio, para a partir então ter uma recuperação mais acelerada. Estamos muitos felizes e com uma expectativa muito boa” disse Quinteiro.

Recentemente o método foi regulamentado pelo Senado. Segundo Flávia Teixeira, a equitação traz muitos benefícios aos praticantes.

“O trabalho com cavalos beneficia pessoas que possuem dificuldades de aprendizagem, hiperatividade, dislexia, déficit de atenção e problemas de comportamento, tais como conduta de agressividade ou dificuldade de socialização. Como se trata de pessoas com deficiência, é elaborada para elas uma proposta de trabalho diferenciada e voltada à reabilitação, coordenação, equilíbrio e estímulo da autoconfiança”, explicou Teixeira.

 

O Método

A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de s aúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. Segundo a Associação Nacional de Equoterapia, a interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

A regulamentação da equoterapia como método de reabilitação de pessoas com deficiência foi aprovada no último dia 6 pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD 13/2015) e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

De acordo com a proposta, de iniciativa do ex-senador Flávio Arns, a prática passa a ser condicionada a um parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. Também deve ser exercida por uma equipe multiprofissional, constituída por médico, médico veterinário e uma equipe mínima de atendimento composta por psicólogo, fisioterapeuta e um profissional da equitação.