“Bosque” recebe ação educativa sobre morcegos

A Vigilância Ambiental em Saúde e o Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Unesp promovem neste sábado (5), das 9 ? s 13 horas, na Praça Emílio Peduti (Bosque) uma ação educativa em torno do papel do morcego no meio ambiente e os cuidados com ele na área da saúde pública. Na oportunidade serão expostas as principais espécies de morcego encontradas em Botucatu, além de cartazes informativos sobre este animal que é o único mamífero voador do mundo.

O trabalho organizado para este sábado segue o Programa de Conservação dos Morcegos do Brasil que elegeu 1º de outubro, como o Dia Nacional do Morcego. Segundo Valdinei Moraes Campanucci da Silva, supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal de Botucatu, somente neste ano a VAS foi acionada em 145 casos que envolviam resgate de morcegos.

“Mas a grande maioria dos morcegos encontrados em Botucatu (37 espécies), é inofensiva ao homem, uma vez que eles se alimentam de frutos, partes de plantas e pequenos animais, como insetos, peixes e sapos, auxiliando no equilíbrio ecológico. Em um universo de 1.200 espécies, apenas três se alimentam de sangue de aves e mamíferos”, esclarece.

{n}Raiva{/n}

No entanto, em julho deste ano foi confirmado um caso de raiva em um morcego capturado na Cidade. Como há possibilidade de cães e gatos domésticos terem contato acidental com morcegos, Campanucci orienta a população a nunca tentar capturar o animal.

“Os morcegos, como qualquer outro animal, mordem para se defender e podem transmitir doenças como a raiva, que é fatal. É causada por um vírus e transmitida pela saliva contaminada do animal doente. Por isso, chame a Vigilância Ambiental em Saúde de Botucatu pelo telefone 150”, argumenta.

Os morcegos utilizam abrigos na natureza como folhas grandes, cavernas, troncos ocos ou superfícies de troncos de árvores. Na cidade costumam se abrigar em forros de casas habitadas e em edificações abandonadas. “O jeito de evitar que ocupem estas áreas é vedar buracos, vãos e telhados”, aconselha Campanucci.