Usina São Manoel entre as companhias brasileiras de melhor desempenho em 25 setores da economia

 

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Foto: Jornal Cana

A Copersucar, maior exportadora brasileira de açúcar e etanol, e uma de suas afiliadas, a Usina São Manoel, estão entre as companhias brasileiras de melhor desempenho em 25 setores da nossa economia. Associadas à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), ambas venceram a categoria Açúcar e Álcool da 16ª edição do Prêmio do anuário “Valor 1000”, publicado nesta terça-feira (13/09) pelo principal diário de negócios do País, o jornal Valor Econômico.

A presidente da UNICA, Elizabeth Farina, acredita que a premiação, entregue durante solenidade realizada na segunda-feira (12/09), em São Paulo (SP), com a presença dos ministros Henrique Meirelles, da Fazenda, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, “endossa não somente a capacidade de recuperação financeira da indústria canavieira, como também os inúmeros avanços tecnológicos voltados para a produção de produtos fundamentais para a segurança alimentar e energética do Brasil: açúcar, etanol e energia elétrica renovável.”

O presidente da São Manoel, Carlos Dinucci, observa a importância do retorno dos investimentos para que a indústria não fique obsoleta. “Estamos em um setor que é intensivo em capital. Para sobreviver, os aportes de recursos são cruciais. Para crescer, ou seja, ampliar a produção, embora já estejamos fazendo isso organicamente, devemos aguardar para ver se políticas públicas de longo prazo serão implementadas”, avaliou em entrevista ao Valor Econômico. A adoção de medidas que permitam mais previsibilidade de regras e, consequentemente, maior definição da participação da cana na composição da matriz energética nacional, são algumas ações apontadas como importantes para o pleno crescimento do setor.

Segundo Elizabeth Farina, Copersucar e São Manoel, reconhecidas pelo “Valor 1000” nas modalidades “A Maior do Setor” e “Campeã”, respectivamente, são referências de espírito empreendedor e modernidade no agronegócio nacional. “A Copersucar, reunindo importantes unidades produtoras em quatro dos principais estados no Centro-Sul, tem enorme representatividade por abranger a gestão de todos os elos da cadeia sucroenergética. No caso da São Manoel, creio se tratar de uma das usinas mais avançadas do complexo agroindustrial canavieiro. Produz de maneira responsável, respeitando as três variáveis da sustentabilidade, econômica, social e ambiental”, ressalta a executiva.

São Manoel

Parte do sistema Copersucar, a São Manoel, criada em 1949, é considerada como um case de sucesso no segmento sucroenergético. O trabalho na área de preservação ambiental é um dos seus maiores destaques. Da área total de operação da Usina, 3.745 hectares são de Áreas de Preservação Permanente (APP). Além disso, também são preservados 710 hectares de outros importantes fragmentos florestais vitais à conservação da fauna e flora regionais.

usina-sao-manoelAtualmente, a São Manoel gera mais de 3 mil empregos diretos, contribuindo para o desenvolvimento da economia do município de São Manuel (SP), onde situa-se a fazenda Boa Vista. A empresa realiza diversos programas de ações comunitárias, patrocinando o funcionamento de creches, casas de saúde e projetos voltados à sociabilização de menores abandonados. Em benefício de seus colaboradores e dependentes, mantém serviços de atendimento odontológicos gratuitos e convênios médicos, viabilizando de forma abrangente o acesso à saúde.

Outro destaque fica por conta da parceria entre a Usina e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que desde junho de 2014 mantém uma unidade experimental de produção de etanol de segunda geração (2G) no interior de São Paulo. Sem caracter comercial, a planta, que agrega estrutura da produção do biocombustível 1G, se concentra em inovações tecnologicas no processo produtivo do 2G.

Considerado uma das cinco maiores potências no desenvolvimento de etanol celulósico (feito a partir de resíduos) e único sul-americano a investir neste tipo de tecnologia, o Brasil tem capacidade para produzir 10 bilhões de litros de etanol 2G até 2025, desde que haja investimentos na adaptação e construção de novas unidades industriais e um ambiente regulatório ajustado às circunstâncias e necessidades deste segmento. É o que aponta o estudo “Second Genaration Biofuels Markets: State of Play, Trade and Developing Country Perspectives”, lançado em fevereiro deste ano pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e que teve contribuições da UNICA.
Fonte: UNICA