Presos tentam fuga cavando buraco em uma das celas

Na tarde desta terça-feira a Polícia Civil conseguiu neutralizar uma tentativa de fuga que estava ocorrendo na Cadeia Pública de São Manuel em uma cela superlotada que continha 29 detentos.

Os carcereiros desconfiaram que alguma coisa de anormal estava acontecendo no interior da cela observando a movimentação dos presos e optaram por fazer uma revista geral, no intervalo em que foram retirados da cela para tomar banho de sol.

Ao vistoriar a cela os policiais encontraram um buraco no piso há cerca de 30 centímetros da parede. Para amolecer o concreto e facilitar a escavação eles estavam usando uma mangueira com água.

O diretor da cadeia pública da cidade, delegado José Mário Toniato, revela que essas tentativas de fuga são comuns e quando os carcereiros notaram movimentação estranha, determinou uma revista surpresa. Segundo o delegado eles estavam muito próximos de sair do piso de concreto e chegar ? terra e aí seria mais fácil de escavar.

“Entendo que esta noite terminariam de cavar o buraco para buscar a liberdade. Numa cela com 29 presos trabalhando sem parar em sistema de revezamento numa operação que chamamos de formiguinha, teriam um túnel pronto esta noite”, previu o delegado. “Felizmente nossos carcereiros estavam atentos”, elogiou.

A cadeia de São Manuel tem capacidade para abrigar 40 detentos, entretanto, até o final da tarde de ontem abrigava 201 presos. Em razão dessa superlotação as tentativas de fuga não são raras. Este não é o primeiro caso de tentativa de fuga que acontece este ano naquela cadeia. No mês passado um dos presos subiu no teto do pátio e tentou cortar a grade superior, mas a ação foi neutralizada pelos policiais.

Esta tentativa de fuga revela um problema que o delegado seccional de polícia de Botucatu Antônio Soares da Costa Neto vem destacando há bastante tempo e poderia ser amenizado com a construção de um Centro de Detenção Provisória (CDP).

“Tenho defendido que a instalação de um CDP para atender a nossa região é necessária. Um Centro modelo que é construído pelo Estado pode abrigar até 700 presos. Nas cadeias os presos ficam 24 horas sem ter nada o que fazer, sempre imaginando uma maneira de fugir e a polícia tem que ficar atenta para evitar que a fuga ocorra”, sacramentou o seccional.