Polícia Civil faz apreensão de 13 pedras de “oxi”

Um trabalho realizado pela Polícia Civil de São Manuel, na tarde desta quarta-feira (1º de junho) na Cohab I, terminou com a primeira apreensão da droga conhecida como oxi, derivada da pasta de cocaína. A ocorrência teve início quando a policiam usando carro descaracterizado fazia campana pelo local com filmagens para flagrar o tráfico.

Entretanto, o marginal percebeu que estava sendo vigiado e empreendeu fuga, entrando em um matagal, conseguindo escapar do cerco policial. Consta no Boletim de Ocorrência (BO) que durante a fuga ele dispensou dois saquinhos plásticos (usados para embalagem de sorvete). Em um deles havia 13 pedras de oxi e no outro 06 porções de cocaína.

Embora tenha escapado, o rapaz que está foragido deverá ser preso nas próximas horas. De acordo com informações passadas pelo delegado José Mário Toniato que comandou a operação, todo procedimento de venda de entorpecentes foi gravado.

“Temos a imagem desse cidadão efetuando a venda do entorpecente a usuários. Por isso, sua prisão é uma questão de tempo. Ele já é conhecido nos meios policiais, mas iremos manter seu nome em segredo até que seja capturado e preso”, comentou Toniato, lembrando que a droga apreendida foi encaminhada para ser periciada.

{n}O que é oxi{/n}

O oxi é uma mistura da pasta base de cocaína, com substâncias químicas de fácil acesso, como querosene, gasolina, cal virgem ou solvente usado em construções. Pode ser misturada ao cigarro comum e ao cigarro de maconha, mas, geralmente, é fumada em cachimbos de fabricação caseira, como o crack.
O oxi libera uma fumaça escura ao ser consumido e costuma deixar um resíduo marrom, semelhante ao efeito da ferrugem em metais. Por isso a droga recebeu o nome de oxi, uma abreviação de “oxidado”.

O oxi é mais barato que o crack justamente porque é feito com produtos químicos que podem ser conseguidos sem fiscalização e a preços baixos. Também por causa da utilização destas substâncias químicas, ele é mais prejudicial ao organismo do que o crack.

Especialistas afirmam que a toxicidade do oxi encurta a vida do usuário em 20% em relação ao crack. Os usuários de crack vivem pelo menos 5 a 6 anos, mas 30% dos usuários de oxi poderão estar mortos depois de um ano.

A droga age no sistema nervoso, proporcionando sensações variadas, que podem ir de prazer e alívio a angústia e paranóia a depender da pessoa e faz efeito entre sete e nove segundos a partir do momento em que é inalado.

Uma vez no organismo, a combinação de substâncias do oxi pode causar lesões sérias. Na boca, o querosene ou gasolina combinados com o calor provocam ferimentos nos lábios e na mucosa bucal, danificam as papilas gustativas da língua – células responsáveis pelo reconhecimento de sabores -, causam ferimentos no esôfago e corroem os dentes. O cal virgem na droga pode provocar fibrose pulmonar, que prejudica a captação de ar pelo pulmão.

Os químicos adicionados ? droga vão para o fígado, que é o órgão responsável por metabolizá-las. No entanto, a droga sobrecarrega o fígado e compromete suas funções, como a distribuição de açúcar no organismo, aumentando as chances de doenças como cirrose hepática e o acúmulo de gordura no órgão.

O oxi também causa falhas nos rins, que também ficam sobrecarregados pela alta quantidade de toxinas resultantes da combinação química da droga. A dificuldade dos rins em eliminar as toxinas faz com que elas permaneçam circulando no sangue, causando náuseas, diarréia e problemas gastrointestinais. Além disso, o usuário também está vulnerável ao risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Fotos: Jornal Acontece Botucatu