Operação Lava Jato chega à região de Bauru; concessionária de pedágio foi alvo

 

J. Serafim/Divulgação
J. Serafim/Divulgação

Deflagrada em 17 de março de 2014 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lava Jato tem como objetivo apurar um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar mais de R$ 10 bilhões em propinas. Na manhã dessa sexta-feira (1), a ação chegou à região, mais especificamente, em Lins.

Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da concessionária ViaRondon. Em nota a assessoria da empresa informou que Henrique Constantino foi procurado na manhã de ontem, pelo Ministério Público Federal (MPF), para apresentar a documentação pertinente ao empréstimo tomado junto ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) e que a solicitação foi prontamente atendida. Constantino também é herdeiro da Gol Linhas Aéreas.

Além disso, a assessoria da ViaRondon afirma que o pedido só está relacionado a esta empresa e não tem qualquer relação com as demais pertencentes à família. Como o JCNET apurou, todo o material apreendido seria encaminhado à sede da PF de São Paulo, que coordena a ação. O município de Assis (180 quilômetros de Bauru) também estaria no alvo da PF, que cumpre 19 mandados de busca em todo o País. Os detalhes da ação, autorizada pelo ministro do STF Teori Zavaski, relator da Lava Jato, não foram divulgados.

Desdobramentos

Os agentes da PF iniciaram, na manhã dessa sexta-feira (1), mais uma fase da Operação Lava Jato e prenderam o empresário e corretor Lucio Bolonha Funaro, amigo e parceiro de negócios do presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha. A polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão na sede do grupo JBS, assim como na casa de um de seus sócios, o empresário Joesley Batista.

A operação dessa sexta, apelidada de “Sépsis” – que faz referência ao quadro de infecção generalizada, segundo a nota da PF -, tem como base a delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, que assumiu o cargo em 2011, após ser indicado por Cunha. Há suspeitas de que a JBS tenha pago propina por meio de Funaro, o empresário detido pela PF, para obter recursos do FI-FGTS, liberados através da influência de Cleto.

Tanto é assim que a operação de busca dessa sexta (1) se concentrou na empresa Eldorado Brasil Celulose, com sede em São Paulo e que pertence ao grupo JBS e se beneficiou de recursos do FGTS. Em nota, a assessoria da JBS negou que a empresa seja alvo da PF ou esteja relacionada com a operação dessa sexta.  A assessoria da Gol Linhas Aéreas afirmou que a empresa não é alvo da PF.

Fonte Jcnet