Melhor idade se rende às técnicas da capoeira

A melhor idade de São Manuel se rendeu a Capoterapia, em duas semanas de aulas o número de adeptos não para de aumentar, “Hoje temos aproximadamente 30 alunos em apenas duas semanas de aulas,” relata o Professor Fantasma, que conheceu a capoterapia depois de assistir a uma reportagem do Globo Repórter, na ocasião o programa apresentou os benefícios que ela traz principalmente para os idosos. “Foi amor à primeira vista, me identifiquei imediatamente com a nova técnica” complementa Fantasma.

Além de combater a depressão, que hoje, afeta aproximadamente mais de 121 milhões de pessoas no mundo – 17 milhões delas somente no Brasil – praticar capoterapia traz outros benefícios para saúde, como por exemplo; pontecializa o bom humor, fortalece os ossos e auxilia a circulação. As aulas são ministradas terças e quintas-feiras das 17h30 às 18h3o, no Centro de Convivência da Melhor Idade. Para participar basta tem idade superior a 50 anos e ser possuir a carteirinha do Centro de Convivência da Melhor Idade

A capoterapia pode ser definida como uma terapia corporal que utiliza movimentos de capoeira e pode ser praticada por pessoas de todas as idades, porém tem ênfase na terceira idade. Mais do que uma atividade física que tem como base a ginástica ela é um esporte que proporciona a convivência, amizade, o carinho e a alegria.

Segundo Iracides Alves de Oliveira, um dos praticantes da capoterapia em São Manuel “A nova experiência está sendo ótima, estou me sentindo incluído na sociedade, sem diferenças e preconceitos, além de ser uma atividade alegre e descontraída”.
Para o Mestre Fantasma, a alegria e a vontade de viver de cada idoso é contagiante “Eu aprendo muito mais do que ensino, a experiência que eles tem de vida somada a prática da capoeira é uma troca de conhecimentos”.

O criador da Capoterapia chama-se Gilvan Alvez, que em 1998 idealizou um projeto em parceria com o Governo Federal chamado “Capoeira para Todos”, onde o objetivo era levar a capoeira para toda a sociedade, crianças, paraplégicos, deficiente visual, auditivo e idosos para demonstrar que era possível ensinar a atividade para todos.