Itatinga dá um grande passo para conquistar novo Fórum

“Já temos uma pessoa que se prontificou a doar uma área de 10 mil metros quadrados que atende as exigências do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para que seja construído o Fórum de Itatinga”. Essa informação veio da assessoria de imprensa do prefeito Paulo Marcos Borges “Apolo” dos Santos, adiantando que o nome desse doador só será divulgado após serem concluídas as formalizações de praxe.

O maior incentivador desse processo é o juiz David de Oliveira Luppi, que busca a construção de um novo prédio. Atualmente, o Judiciário itatinguense funciona de maneira inadequada em um sobrado alugado na região central da Cidade. O magistrado já esteve reunido com o prefeito e ambos discutiram a necessidade de se obter o benefício para Itatinga que conta hoje com, aproximadamente, 18 mil habitantes.

Também essa reivindicação foi levada por Luppi ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Na ocasião ele esteve acompanhado pelo diretor do Fórum de Botucatu, Josias Martins de Almeida Júnior e do coordenador da circunscrição da Associação Paulista de Magistrados do Estado de São Paulo (APAMAGIS), juiz José Antônio Tedeschi.

Em entrevista ao Acontece na semana passada o magistrado disse que nessa reunião no TJ foi colocada a situação atual e a necessidade de que seja construído o prédio próprio para um atendimento adequado ? população que espera do Judiciário a aplicação da Justiça, assim como buscar melhores condições de trabalho e segurança aos servidores do Fórum. O Tribunal exigiu uma área de 10 mil quadrados, que poderia ser de desapropriação ou doação.

David Luppi aponta que um dos mais graves problemas do prédio onde está instalado o Fórum itatinguense é a acessibilidade. Destaca que para chegar a sala de audiência a pessoa tem que subir uma escada com corredor estreito e uma pessoa com deficiência não consegue subir se não for carregada. Em alguns casos deixa seu gabinete para atender no andar de baixo.

A segurança é outro ponto importante, já que os departamentos forenses estão instalados em salas onde não há portas de emergência e as janelas são providas de grades. Em caso de um incêndio, por exemplo, não há como fazer uma evacuação rápida e segura do prédio. “Por tudo isso é que estamos pleiteando a construção do prédio para atender as necessidades de Itatinga e tenha espaço suficiente para projetos futuros de crescimento do judiciário da Cidade”, justificou Luppi.