Força Tática apreende caminhão roubado em Tatuí

Uma grande operação da Força Tática da Polícia Militar de Botucatu com os sargentos Leonardo e Doni, cabos Cardoso, Carlos Alberto, Edilton e Fernando, na Rua João Fabris, no Parque Marajoara, para fazer a prisão de um cidadão chamado Halysson Gonçalves de Camargo, de 38 anos, acusado de crime de receptação dolosa. Os policiais receberam a denúncia apontando que Halysson estava em uma borracharia naquele bairro com um caminhão Mercedes Benz, placas CYN-2234, produto de roubo cometido no último dia 8 em Tatuí. Ao chegarem ao local, os policiais depararam-se com o averiguado saindo do local em seu veículo Focus preto. Ao abordá-lo foi localizado no interior desse veículo de passeio a chave do referido caminhão e um par de placas de outro veículo de carga. No interior dessa borracharia estava o caminhão roubado em Tatuí e a carga de tijolos (já descarregada). Ao ser indagado disse que o caminhão havia sido roubado e trazido pata Botucatu por Marcos Roque da Fonseca, o Marquinhos, de 22 anos e Sérgio Carlos Zanella, de 29 anos, que moram em Tatuí. Halysson também teria dito que os pneus desse caminhão roubado foram trocados com os do seu próprio caminhão, também um modelo Mercedes Benz, placas BWM-0048. Feito contato com a Força Tática de Itapetininga e os dois indivíduos autores do roubo foram detidos e apresentados na delegacia daquela cidade. O caminhão roubado em Tatuí seria levado para o Paraguai. Já Halysson foi conduzido ao Plantão Policial Permanente onde foi indiciado em crime receptação dolosa e recolhido a Cadeia Pública de Itatinga. {n}Tragédia{/n} Vale lembrar que em 2010 Halysson foi personagem de uma tragédia que tirou a vida de seu filho de 13 anos (Matheus), fato que gerou grande comoção na cidade. Na ocasião seu filho estava em casa jogando vídeo game quando outro adolescente de 16 anos (na época) apanhou a arma que estava municiada numa estante no quarto e começou a brincar. Ele acabou acionando o gatilho da arma e o tiro acidental atingiu a cabeça de Matheus, que ainda foi socorrido com vida pela equipe de resgate do Corpo de Bombeiros, mas morreu a caminho do hospital. A Polícia Militar que esteve no local da tragédia detectou que nesta arma havia cinco balas e o adolescente tirou quatro, mas uma ficou no tambor do revólver e ele acabou puxando o gatilho quando a arma estava apontada para a cabeça de Matheus. Também estavam na casa no momento em que o tiro foi disparado, cinco adolescentes (quatro meninos e uma menina), inclusive um irmão de Matheus, ambos são filhos do mesmo pai e mãe diferentes. O menino assassinado, que morava com a mãe biológica, estava passeando na casa do pai naquele dia. Também foi apontado na ocasião que quando Halysson percebeu que o filho havia sido baleado procurou livrar-se da arma escondendo-a no quintal, embaixo de um pé de bananeira. Ele chamou a polícia alegando que havia sido vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo ele, um elemento encapuzado havia invadido a casa e disparado o tiro contra o garoto. Porém acabou sendo preso em flagrante e o revólver que matou o menino estava com a numeração adulterada.