Filho é o principal suspeito de ser o assassino do pai

A Polícia Civil de Botucatu, através da Delegacia de Investigações Gerais, (DIG) já tem dados suficientes para apontar o desempregado João Paulo Gobbo, de 28 anos de idade, como o principal suspeito do latrocínio (roubo seguido de morte) cometido contra seu próprio pai. Ele tem antecedentes de outras agressões anteriores e está em tratamento para curar dependência química.

O crime foi registrado no início da manhã de quarta-feira (7), quando o sitiante Luiz Carlos Gobbo, de 50 anos de idade, foi executado com um tiro na nuca quando estava realizando o trabalho de ordenha das vacas, na mangueira do sítio “Recanto Feliz” de sua propriedade, na zona rural de Itatinga.

Consta que a mulher de Gobbo de nome Marinda, ouviu gritos vindos da mangueira e quando saiu para ver o que estava acontecendo escutou um tiro e dois elementos, um deles encapuzado (o que seria o filho), saindo, apressadamente, do local. O que estava com o rosto descoberto a rendeu e a arrastou pelos cabelos até o interior da casa, dando-lhe coronhadas na cabeça com o revólver. Depois do crime consumado, os marginais apanharam duas bolsas contendo R$ 18 mil em dinheiro e vários cheques e fugiram em uma motocicleta.

O trabalho investigativo foi realizado pelos delegados Celso Olindo e Sérgio Castanheira e o investigador Caio, que passaram o dia inteiro (quarta-feira) em Itatinga para colher pistas que levassem aos assassinos.

Todos os indícios levam ao filho da vítima como co-autor do crime.
“Nós pedimos a prisão do principal suspeito do crime e o juiz de Direito, Dr. José Antonio Tedeschi, concedeu. Ele foi localizado na casa de sua namorada na Rua General Telles, no Bairro do Lavapés em Botucatu. Neste local encontramos uma blusa de lã listrada muito semelhante a que o assaltante encapuzado estava usando ao render a mulher. Ele nega o crime, mas todos os indícios estão contra ele”, explica o delegado Celso Olindo.

O delegado também revela que quando foi rendido e agredido, Luiz Gobbo teria gritado: ”Para fio, para!”, antes de ser executado com o tiro na cabeça, ? queima-roupa. “Outro detalhe que aponta esse rapaz como o principal suspeito do crime é que durante o tempo em que a mulher foi mantida refém, procurou manter-se afastado, evitando ficar frente a frente com ela e quando falava disfarçava a voz colocando a mão na boca. Também sabia, exatamente, onde estava o dinheiro”, explica Olindo.

“Não bastasse tudo isso, as características físicas são muito semelhantes e a própria mãe aponta o filho como co-autor do crime. Estamos levantando outros dados para esclarecer por completo esse latrocínio para que seus autores prestem contas ? Justiça”, complementou o delegado.

Na tarde desta quinta-feira, Gobbo foi levado ? DIG acompanhado de seu advogado Marco Aurélio Zanin. Disse que é evangélico, está em tratamento da dependência e nega ter qualquer envolvimento no crime, alegando que no dia dos fatos estava na casa de sua namorada de nome Milaine. Ela confirma a versão do namorado.

Fotos: Valéria Cuter