Conchas confirma primeiro caso de raiva bovina em 2016

Doença é transmitida por uma espécie de morcego que vive na zona rural. Pessoas que tiveram contato com o animal já foram vacinadas.

A região de Botucatu registrou o primeiro caso de raiva bovina em 2016. O registro foi feito em uma fazenda localizada no bairro Pau Cavalo, na cidade de Conchas. A doença é transmitida por uma espécie de morcego que vive na zona rural, em árvores ou tocas. O último caso na região foi detectado no ano passado, em Laranjal Paulista.

De acordo com a Vigilância Sanitária de Conchas, as pessoas que tiveram algum contato com o animal infectado já foram vacinadas. Além disso, os cães que vivem na propriedade também vão passar pelo procedimento.

Gabriela Tomazela, que é criadora de cavalos em Pereiras, cidade vizinha de Conchas, afirma que está preocupada com a situação e já age para que o problema não afete sua propriedade. “Perder um animal deste é muito mais caro do que comprar uma vacina. Hoje, um frasco da vacina da raiva para herbívoros e equinos está em torno de R$ 15, com 25 doses. Então, o custo é muito baixo para deixar de vacinar o animal”, finaliza.

Raiva bovina

De acordo com a Vigilância Sanitária, a doença foi constatada em seres humanos pela última vez no Brasil em 2015, no Estado do Mato Grosso do Sul (MS). Dados fornecidos pela Secretaria Estadual da Agricultura apontam que 102 casos foram detectados em bovinos no ano anterior.

No caso dos bovinos, a doença é transmitida por morcegos hematófagos. Quando infectado, o animal costuma se afastar do resto do rebanho, sente dificuldades para andar e baba com frequência. A raiva não tem cura e pode matar a criação em poucos dias. Ainda segundo a Defesa, outros animais podem estar infectados em fazendas de Botucatu e Piracicaba.

Monitoramento

De acordo com o médico veterinário da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Guilherme Shin, será feito um monitoramento nas fazendas vizinhas. “A partir de agora, todas as fazendas vizinhas serão visitadas dentro de um raio de 10 quilômetros e o monitoramento será feito para saber se há outros casos suspeitos de raiva”, explica.

Ainda segundo Guilherme, os proprietários devem ficar atentos para que possam notar sinais de mordida de morcego nos bovinos. “Se houver sinais de mordida faremos uma investigação para descobrir possíveis locais onde o morcego esteja se alojando na propriedade. Caso a identificação do abrigo não seja descoberta, a gente parte para a captura noturna no local de alimentação do morcego”, afirma.

(Fonte: G1)