Votação do reajuste salarial dos servidores é adiada

O vereador Professor Nenê (PSB) manteve sua posição de pedir vistas ao Projeto de Lei de autoria do prefeito municipal João Cury Neto, que reajusta os salários dos servidores municipais em 5% e outros 10% no vale compra e saúde, que hoje custa R$ 300. O pedido de vistas foi feito durante a sessão extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (25). Agora o projeto volta a ser votado na sessão ordinária da próxima segunda-feira (30).

Quando o presidente da Casa, vereador Curumim (PSDB) anunciou a votação do projeto, Nenê pediu a palavra e da tribuna explicou os motivos que o levaram a tomar a decisão de pedir vistas e adiar a votação para tentar acrescer 1% ao percentual já dado, ou seja, 6%. Com isso o reajuste não será incorporado aos vencimentos do mês de maio.

“Meu pedido de vistas não tem a intenção de prejudicar os servidores. Pelo contrário, estou buscando um reajuste melhor de salário”, colocou, lembrando que esteve reunido com vários secretários municipais debatendo sobre o assunto e conversando com os próprios servidores. “Foi me colocado a situação da prefeitura e a impossibilidade de um reajuste maior do que 5%, mas não me convenci, pois acho que se poderia chegar nos 6%”, justificou o vereador do PSB.

Outro questionamento foi com relação ao Sindicato dos Servidores não ter marcado uma assembléia geral para que a proposta do Executivo fosse debatida. “A decisão ficou somente entre o Sindicato e Prefeitura. Então vamos nesses quatro dias que faltam para uma nova votação do projeto, tentar mudar essa situação. Entendemos que esse reajuste poderia ser revisto e melhorado. Por isso, vamos continuar essa negociação na Câmara Municipal. Na pior das hipóteses, o reajuste fica como está, ou seja, no patamar dos 5%”, justificou Nenê.

O pronunciamento do pedido de vistas de Nenê foi acompanhado, atentamente, por diversos secretários municipais que compareceram ? Câmara Municipal, imprensa, servidores e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Botucatu (SISPUMB).

{n}Entendimento {/n}

A Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Botucatu chegaram a um entendimento para um reajuste de 5% em cima do salário e outros 10% no vale compra e saúde, que hoje custa R$ 300,00. Esse vale compra poderá ser utilizado pelos servidores ativos da Prefeitura em diversos supermercados do Município. Já o vale saúde, que pode ser gasto em farmácias e clínicas médicas e odontológicas, é exclusivo aos servidores aposentados e pensionistas. Após ser formalizado o acordo entre Executivo e Sindicato, a proposta foi encaminhada ? Câmara Municipal

Na justificativa do projeto de reajuste, o prefeito relatou que manteve diálogo com o Sindicato e explicou a situação atual da Prefeitura. No relatório está descrito que o Executivo conseguiu manter o compromisso de oferecer pelo terceiro ano consecutivo um reajuste acima da inflação, o que estabilizará uma média que não corroa ainda mais as perdas dos últimos 12 anos sofridas pelos servidores em gestões passadas.

“Acreditamos que o ganho real no salário é o melhor para o servidor porque gera outros benefícios no 13º, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e aposentadoria. Isso será mais bem sentido pelos servidores assim que conseguirmos implantar a Reforma Administrativa, este sim um sonho de pelo menos 20 anos que conseguiremos concretizar nesta gestão”, colocou o prefeito.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores, José Manoel Leme, o Mané, a negociação chegou ao seu limite máximo. “Não podemos nos esquecer que este ano acontece a reforma administrativa onde os funcionários serão beneficiados com ganhos reais nos vencimentos. É isso que procuramos passar para os servidores para que o acordo fosse selado”, frisou Mané Leme.
Sobre o adiamento da votação o sindicalista foi taxativo. “É uma pena, pois esse adiamento vai causar prejuízos aos servidores e o próprio Nenê sabe que não irá conseguir nada com isso, pois o projeto será aprovado. Foi desnecessário esse pedido de vistas, pois nãos há mais o que discutir.”, frisa Leme. “Esse reajuste de 5% já havia sido foi projetado no ano passado, em assembléia”, complementa.

{n}Fotos: Valéria Cuter

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