Vereadores podem criar a CPI do Hospital Sorocabana

A situação do Hospital Sorocabana que tem a matriz em São Paulo, no Bairro da Lapa e uma filial em Botucatu, na Vila dos Lavradores, está longe de vislumbrar um final feliz. Agora o caso está sendo discutido na Câmara de Vereadores de São Paulo, segundo o jornalista e editor responsável do Jornal da Gente, Eduardo Fiora, que tem circulação na região da Lapa.

Na reportagem consta que a Câmara Municipal deve votar nas próximas semanas a proposta do vereador Carlos Neder do PT, que prevê a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para avaliar o caso do Hospital Sorocabana de São Paulo, fechado em setembro de 2010 por conta de uma gigantesca crise financeira e administrativa.

Na quarta-feira, 30 de abril, 24 vereadores assinaram o requerimento de abertura da CPI (eram necessárias 19 assinaturas). “Vamos lutar, agora, para que o plenário da Câmara aprove essa proposta. A sociedade tem o direito de saber o que de fato determinou o fechamento do Sorocabana”, afirma Carlos Neder, ressaltando que a legitimidade e responsabilidade dos atuais gestores do Sorocabana, Yvens Scruph e Carlos Amorim também serão objeto da investigação parlamentar.

Uma vez aprovada, a CPI do Sorocabana poderá esclarecer como era a dinâmica dos repasses feitos pela Prefeitura envolvendo verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), a grande e praticamente única fonte de receita que fazia o hospital funcionar. Outras questões também deverão ser investigadas, entre elas a prestação de contas de empréstimo de R$ 15 milhões, contraído em 2010 e com pagamento em parcelas, tendo como garantia os próprios repasses SUS.

No momento em que Neder recolhia as assinaturas, sete parlamentares do G-8 (vereadores engajados com as questões da região da Sub Lapa) estavam presentes na Câmara. Todos assinaram o requerimento. Apenas Aurélio Nomura (PV) estava ausente, mas seu parecer é favorável ? CPI.

{n}Quem assinou o requerimento{/n}

Adilson Amadeu (PTB)
Alfredinho (PT)
Antonio Carlos Rodrigues (PR)
Arselino Tatto (PT)
Atila Russomano (PP)
Aurélio Miguel (PR)
Carlos Neder (PT, G-8)
Chico Macena (PT)
Claudinho (PSDB, G-8)
Donato (PT, G-8)
Eliseu Gabriel (PSB, G-8)
Francisco Chagas (PT)
Italo Cardoso (PT)
José Américo (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Juscelino Gadelha (PSDB)
Natalini (PSDB, G-8)
Paulo Frange (PTB, G-8)
Police Neto (PSDB,G-8)
Quito Formiga (PR)
Salomão Pereira (PSDB)
Sandra Tadeu (DEM)
Toninho Paiva (PR)
Wadih Mutran (PP)

{n}Sorocabana não fecha em Botucatu{/n}

Sobre a crise do Hospital Sorocabana, o prefeito João Cury Neto já afirmou em entrevistas anteriores que fará o que estiver ao seu alcance para que em Botucatu ele continue de portas abertas, atendendo a população.

“Não deixarei acontecer aqui em Botucatu o mesmo que aconteceu com o Hospital da Lapa, em São Paulo, que hoje está fechado. O Sorocabana é o xodó da cidade; foi construído com o suor e dias de trabalho dos ferroviários e é muito importante para o funcionamento do nosso sistema de saúde”, enfocou Cury.

Um dos caminhos que poderá ser seguido é a desapropriação. “Compraríamos o prédio e a dívida ficaria para a ABHS resolver. Como a prefeitura não deverá administrar o hospital, teríamos que negociar a gestão com o Governo do Estado”, frisa João Cury, que vem mantendo contato permanente com a diretora do hospital de Botucatu, Maria José Maschetti.

“Temos que discutir de forma absolutamente transparente com todos os envolvidos. A manutenção do hospital é muito importante. Pretendemos contemplar a todos com a decisão que tomaremos. Mas se não for possível, já decidi que o Sorocabana será salvo. Esse hospital não vai fechar”, assegurou o prefeito.