Vereadores buscam minimizar crimes ambientais no Rio Bonito

Os vereadores do PSDB Curumim e Xê, assinam juntos uma propositura já encaminhada ao prefeito João Cury Neto fazendo uma sugestão interessante para o Meio Ambiente, com a finalidade de proteger os animais e aves silvestres que tem seu habitat natural na região.

Ponderam os legisladores tucanos para que se realizem estudos visando a possibilidade de colocação de placas de advertência proibindo a caça e a captura de animais no Rio Bonito Campo e Náutica e localidades adjacentes (Porto Said, Vitoriana, Alvorada da Barra Bonita e Vila Real de Barra Bonita – Mina).

Os autores dessa proposta alegam que, embora a Polícia Ambiental tenha feito um excelente trabalho no que se refere a fiscalização, compete ao Poder Público, nos termos da Constituição Federal, art. 225, §1º, VII, proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais ? crueldade.

“Segundo alguns moradores e frequentadores da referida região que é uma área de preservação ambiental, é constante a prática de caça e captura de animais silvestres, sobretudo aves, o que é proibido por Lei”, aponta Xê. Entre os animais na mira dos caçadores ilegais está a capivara (foto), que é caçada por causa de sua carne, que é vendida de maneira clandestina. Também são muitos procurados por caçadores o cateto (porco do mato), a cotia, o tatu, o veado, o coelho, entre outros animais nativos da região e aves que são mantidas em cativeiro.

“Também existe a necessidade de a Administração Municipal envidar esforços visando ? realização de uma campanha permanente de conscientização da população quanto ? importância da proteção ? fauna no Município”, acrescenta Curumim, lembrando que não são raros os pescadores flagrados pela Polícia Ambiental, praticando a pesca predatória, usando petrechos não permitidos por lei.

Depois de terem a propositura aprovada pela unanimidade dos vereadores na Câmara Municipal, os autores dessa proposta estão aguardando um parecer do Poder Executivo, que poderá acontecer na próxima semana, já que entendem que a colocação de placas pode inibir a prática do crime ambiental naquela região.