Vereador sugere cartão de banco com impressão em braile

O vereador Carlos Trigo (PT) segue sua luta em busca de melhorias para pessoas portadoras de deficiências. Semanalmente o legislador apresenta ao menor um requerimento voltado para melhorias para essas pessoas e nesta semana, foram mais dois documentos apresentados neste sentido. Em um deles, de abrangência local, o pedido é pela manutenção de árvores que invadem o espaço de caminhada nas calçadas e o segundo, endereçado ao Banco Central, com a solicitação da criação de um cartão bancário magnético com numeração em braile.

De acordo com o vereador, um dos grandes problemas enfrentados por pedestres são plantas mantidas para decoração, que acabam atrapalhando o passeio público. “Recebo muitas reclamações de pessoas com deficiência, mães com crianças de colo, idosos e tantas outras pessoas que se sentem incomodadas com a quantidade de arbustos que invadem as calçadas. Muitas vezes, essas plantas estão na altura do rosto das pessoas, o que oferece grande risco”, explica o vereador. “A prefeitura tem a obrigação de zelar pelo livre acesso das pessoas nas calçadas”, argumenta.

A segunda e mais significativa mudança está em um pedido encaminhado por Trigo para o Banco Central. A ideia do legislador é garantir que os deficientes visuais tenham as mesmas condições que qualquer outro cidadão. “Basta que a gente leve em conta todos os avanços existentes na área de inclusão social para pessoas com deficiência visual. Mesmo com todos esses avanços, ainda não existem cartões magnéticos para realização de transações bancárias com a numeração em braile”, afirma o vereador.

Baseado nesta afirmação, o legislador encaminhou requerimento ao Banco Central do Brasil, solicitando estudos sobre a possibilidade de se criar um cartão exclusivo para deficientes visuais. “A falta dessa facilidade obriga que os deficientes visuais dependam da ajuda de terceiros para realização de serviços bancários, deixando-os mais vulneráveis às pessoas de má índole”, afirma. “Se os cartões possuíssem os dados e a numeração impressos no método braile, o próprio deficiente seria capaz de fazer qualquer coisa sem maiores dificuldades e com mais segurança”, conclui Trigo.