Vereador sindicalista faz manifestação em frente a Embraer

“Minha intenção é alertar os trabalhadores e fazer um pedido ? empresa para que não haja demissão em massa por causa de um contrato licitatório de mais de US$ 300 milhões com os Estados Unidos da América (EUA) que foi cancelado e se houver que a direção possa ouvir os funcionários para que não haja (demissões) por motivos particulares. A Embraer é uma grande empresa, que aqui parabenizo pelo trabalho que faz e pelo número de funcionários que emprega”.

Foi o que disse o vereador e sindicalista Abelardo Wanderlino da Costa Neto, no portão de entrada da Embraer, na tarde desta segunda-feira, entre 15h30 a 16h30 durante a troca de turno dos funcionários e na saída do administrativo, após as 17 horas. Com um microfone e usando a caminhonete do Sindicato de São José dos Campos ele se comunicou com os funcionários.

Abelardo está afastado da empresa desde o ano passado, por ter sido acusado de agredir um colega de trabalho e o caso tramita na Justiça. Abelardo ganhou em primeira estância, mas a empresa recorreu da decisão.
Mesmo afastado o vereador se inscreveu na eleição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), mas teve o nome vetado. Ele recorreu, ganhou e uma nova eleição deverá acontecer no próximo dia 13 com seu nome incluído no pleito.

{n}Reunião{/n}

Nesta quinta-feira (8), deverá acontecer uma manifestação na Câmara Municipal de Gavião Peixoto onde está instalada umas das filiais da Embraer, para ser redigido um documento em defesa da empresa, tendo em vista, o cancelamento da licitação vencida pela Embraer no importe de US$ 355 milhões com a Força Aérea dos Estados Unidos. “Devemos nessa reunião redigir um documento demonstrando ao governo brasileiro que devemos ser mais enérgicos com relação a essa retaliação política dos EUA”, destacou o vereador Cláudio Barbosa.

{n}EUA {/n}

Em comunicado oficial, a Força Aérea americana afirma que cancelou o contrato após reclamações da outra empresa que participou da concorrência, a Hawker Beechcraft, cujo modelo Beechcraft AT-6 perdeu a licitação. A Hawker Beechcraft acionou a Embraer e a Sierra Nevada na Justiça, alegando problemas na documentação, e a Força Aérea dos EUA decidiu iniciar uma investigação do contrato.

{n}Assessoria da Embraer{/n}

Através de sua assessoria de imprensa que fica na matriz, em São José dos Campos, a Embraer não confirma as informações sobre demissão de funcionários devido ao cancelamento do contrato com os EUA divulgada em Botucatu. Com relação ao cancelamento do contrato para venda de aviões para os EUA, a assessoria encaminhou o comunicado oficial sobre o assunto:

São Paulo – SP, 28 de fevereiro de 2012

“A Embraer lamenta o cancelamento do contrato referente ? aquisição do avião de combate leve para o projeto Light Air Support (LAS), informado hoje pela Força Aérea dos Estados Unidos. Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida. A decisão a favor do Super Tucano, divulgada no dia 30 de dezembro de 2011, pela Força Aérea dos Estados Unidos, foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência ? s demandas apresentadas pelo cliente. A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos”.