Vereador quer discutir resgate e maus tratos a animais

O vereador Lelo Pagani (PT) apresentou requerimento que vai abordar um tema bastante polêmico no município, que é a responsabilidade dos resgates de animais silvestres e principalmente, vítimas de maus-tratos. O pedido foi apresentado e aprovado pela unanimidade dos demais legisladores da Casa de Leis.

A motivação do vereador em entrar no tema já é antiga. “Não é de hoje que eu trabalho sempre buscando soluções para os animais na Câmara Municipal. Desde que atuo como vereador, sempre me empenhei nessa causa e nos últimos dias, acabei sendo procurado por diversos voluntários envolvidos na questão que têm dúvidas quantos aos serviços públicos e suas reais responsabilidades nos casos de resgates e maus-tratos”, explicou o vereador.

Para encontrar uma solução para o tema, Pagani propôs em seu requerimento, uma reunião pública com diversas entidades. Foram citados no documento o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (Cempas), a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), o Hospital Veterinário da FMVZ, a Vigilância Sanitária de Botucatu, a Secretaria Municipal de Saúde, a Guarda Civil Municipal (GCM), Corpo de Bombeiros, Associação Protetora dos Animais (APA), o grupo Amigos Reunidos pela Causa Animal (Arca), Canil Municipal e Secretaria Municipal de Obras e Serviços Municipais.

Os problemas com animais são constantes, o que aumenta a preocupação do vereador. “Existem inúmeros cidadãos de bem dispostos a ajudar animais em situações de risco ou vítimas de maus-tratos, ao mesmo tempo em que existem muitas dúvidas sobre quais serviços devem ser acionados para que esse tipo de resgate aconteça seja durante a semana ou aos finais de semana”, afirmou.

O encontro é apontado pelo legislador como um primeiro passo. “Claro que não vamos sair dessa reunião com tudo definido e sem nenhum problema, mas precisamos de um norte para levarmos essa situação adiante e evoluirmos na discussão. Os resgates de animais estão cada vez mais comuns e a ausência de uma solução imediata acaba se tornando um problema sério, uma vez que nem sempre quem resgata tem condições de se utilizar de um serviço particular, do mesmo modo em que não se pode ignorar o sofrimento de um animal”, concluiu.