Venda de imóveis municipais ocasiona discussão

Na Ordem do Dia da sessão ordinária de segunda-feira,  a votação de uma série de projetos  de autoria do Executivo Municipal, referentes a venda e troca de imóveis que pertencem ao Município causaram discussão. As proposituras foram votadas e aprovadas com o voto contrário da vereadora Rose Ielo (PT) que não concordou com as propostas e pediu vistas a dois projetos específicos que voltarão a serem discutidos na sessão da próxima segunda-feira.

O primeiro Projeto de Lei nº 78/2015 autoriza o Executivo a permutar o prédio da antiga Pensão Silva, onde funcionou mais recentemente,  a Universidade do Trabalhador (Unit), que fica no cruzamento das ruas  Moraes Barros com  a Cardoso de Almeida e mais dois terrenos na região do Jardim Cristina, pelo terreno que pertence ao Clube Atlético Brasil de Vila Maria (Estádio Petrarca Bacchi). A Idéia é transformar o local em um complexo esportivo e o prédio da antiga Pensão Silva acomodaria  o Memorial (museu)  da Vila Maria. Projeto teve aprovação unânime. 

Na sequência entrou em discussão o Projeto de Lei nº 79/2015 que propunha a venda de imóvel de propriedade do Município de Botucatu, localizado na Praça Carlos Gomes (Rua João Passos), onde funciona a Guarda Mirim, próximo da Escola Municipal Rafael de Moura Campos.  Com isso a Guarda Mirim passaria a funcionar no prédio da Casa das Meninas. Como houve o pedido de vistas,  o projeto volta a ser discutido na próxima semana.

Os projetos 80/2015 e 81/2015 propõem vendas de dois imóveis na Vila dos Lavradores: um Rua Rodrigues César, nº 50,  e outro na Rua Rodrigues César, nº 44.  De acordo com a proposta o dinheiro das vendas seria revertido do Hospital Regional Sorocabana.   Os projetos foram muito questionados pela vereadora Rose Ielo. Ela alega que próximo a esse dois terrenos a Prefeitura paga aluguel a um imóvel para funcionamento de uma creche.

Por fim, foi colocado em votação o Projeto de Lei nº  82/2015 sobre a venda de dois imóveis municipais na Vila Assunção,  especificamente na Avenida Mário Rodrigues Torres e Rua Joaquim Lyra Brandão. O dinheiro arrecadado seria para construir a nova sede da Justiça Federal.  Rose Ielo pediu vistas alegando a necessidade da construção de uma nova sede, mas não concorda com o uso de dinheiro do município para custear uma obra que seria do governo Federal.