Quatro frentes pleiteiam a disputa para prefeito

“Nunca escondi de ninguém que meu sonho sempre foi ser prefeito de Botucatu.  Se o grupo a que  pertenço  entender  que meu nome pode  ser uma opção estou  à disposição”.  Foi o que disse o secretário municipal de Agricultura engenheiro Milton Bosco,  colocando seu nome à disposição  às  eleições de 2016, buscando apoio do grupo ligado ao prefeito João  Cury, que terá papel  fundamental na escolha do candidato à sua sucessão.

Outro nome ligado ao prefeito é o do secretário de Governo Caco Colenci, que é considerado um nome forte e tem boa penetração em partidos que fazem parte da situação.  “Não é segredo que venho trabalhando dentro do grupo e estou fazendo a minha parte levando o meu nome e minhas propostas para buscar apoios e acho normal que outros façam o mesmo”, disse Colenci.

Entre outros “candidatáveis”  cotados para esta disputa interna  estão mais três secretários:  Alessandra Lucchesi de Oliveira (Educação),  Cláudio Miranda (Saúde) e André Peres (Obras), além dos vereadores André Rogério Barbosa (Curumim), Ednei Carreira e Izaias Colino. Também outros conhecidos nomes ligados ao empresariado são citados como prováveis candidatos.

 “Sou um soldado do partido. Se for chamado para esta missão (de ser o candidato) claro que aceito. Mas meu objetivo é trabalhar pelo consenso e o nome escolhido terá o meu apoio. Hoje eu digo que meu propósito  em 2016 é  buscar meu terceiro mandato na Câmara Municipal e dar minha contribuição como vereador”, disse o vereador Curumim.  

Na oposição pelo menos três grupos estão sendo delineados para enfrentar o candidato de situação. Entre eles o do ex-prefeito Mário Ielo que é unanimidade no PT e já é nome certo para  tentar mais um mandato através do voto. Ele foi prefeito por duas gestões seguidas (entre 2000 a 2008) e deixou o governo com alto índice de aprovação popular.  Na eleição (2012) foi derrotado pelo atual prefeito, que tinha apoio de 14 partidos.    

Através da reestruturação do PP na cidade e contando com a adesão de dissidentes de outros partidos,  o advogado  Carlos Roberto de Souza, o Beto,  está liderando um grupo que se coloca como terceira frente  para disputar a eleição e alguns nomes estão sendo cogitados tanto para prefeito como para a Câmara dos Vereadores. “Não seremos coadjuvantes”, avisa.     

Uma quarta frente  é liderada pelo advogado Junot de Lara Carvalho, que se filiou, recentemente,  ao PSD, depois de ficar afastado da política nos últimos anos e agora se coloca como um forte candidato à sucessão de Cury para o quadriênio 2017 a 2020.  Junot foi vereador entre 1989/92 onde exerceu o cargo de Presidente Constituinte (outubro de 1989 a abril de 1990), quando foi elaborada a primeira Lei Orgânica do município de Botucatu.   “Mesmo não estando oficializado, muitas pessoas citam meu nome como candidato. Isso me deixa satisfeito e confiante. Por isso,  estamos analisando as possibilidades”, disse Junot.

Outras frentes também estão buscando alicerçar espaço nessa conjuntura política e poderá surgir como eventuais candidatos a prefeito.  Entre eles estão Abelardo da Costa Neto (PSD), Lelo Pagani (que está deixando o PT  para fundar o REDE na cidade) e  Gustavo Bilo (PSOL).

Fazendo um exercício político de projeção numérica, no rol das probabilidades podemos dizer que em 2016 Botucatu deverá estar na casa dos 95 mil eleitores. Desse montante, descontando possíveis 30% das abstenções, nulos e brancos (aproximadamente, 31.578), apenas 63.422 dos votos deverão ser válidos para serem disputadas pelas quatro frentes. Isso daria uma média de 15.855 votos cada uma.