Prefeito diz que Carmoni tem direito a ampla defesa

Foto: Quico Cuter

Na tarde desta quinta-feira (3), o prefeito João Cury Neto esteve reunido com a imprensa para falar sobre o caso da condenação do vereador Fernando Aparecido Carmoni (PSDB) pela Justiça Federal acusado de apropriação indébita de recursos do Instituto Nacional de Seguridade Social (ISSS). Decisão torna o vereador inelegível que o impede de votar e ser votado nas eleições ou participar de concursos públicos.

A pergunta que estava na boca de todos os representantes da imprensa que estiveram presentes na reunião era se o vereador continuaria sendo o seu líder na Câmara Municipal. O prefeito não titubeou e realçou que Carmoni foi condenado na esfera criminal e não tem nada que o desabone como liderança na Câmara, atuando na esfera política.

“Até agora ele teve um comportamento exemplar defendendo os projetos do Executivo e vai continuar exercendo essa função, pois nada o desabona na Câmara Municipal. Se ele quiser deixar o cargo será uma decisão pessoal dele e não por uma imposição minha. Não podemos confundir as coisas nem antecipar o julgamento político, pois ele tem direito a ampla defesa. Temos que ter maturidade política para não cometer injustiças e condenar alguém por antecipação”, disse o prefeito.

Destacou que não está no papel de advogado de Carmoni e a liderança é um cargo político e nesse aspecto nada muda. Lembra que o julgamento criminal é diferente do julgamento político. “Não se pode falar em cassação de mandato se o caso sequer foi analisado na Comissão de Ética da Câmara Municipal. Esse não um processo tão simples, pois estamos diante de um julgamento político, mas eu defendo, não só nesse caso do Carmoni, que todo cidadão acusado de um crime tem direito a ampla defesa e isso simplifica tudo. É na Câmara que o Carmoni, politicamente, tem que se defender”, explanou João Cury.

Como presidente do PSDB de Botucatu, Cury diz que não haverá intervenção do partido no processo. “O partido não vai se manifestar nem tentar convencer ninguém, pois os vereadores têm maturidade política suficiente para atuar nesse processo e julgar, se for o caso, de acordo com suas convicções e com as provas que forem apresentadas. Claro que isso será discutido internamente com o diretório para entendimento partidário, mas não ao ponto de interferir no processo. É preciso que se analise tudo o que for apresentado ponto por ponto, data em que isso aconteceu, para que seja um julgamento político justo, pois como eu já disse resumindo, tudo, ele tem o direito da ampla defesa”, finalizou Cury.