Partidos já se articulam visando as eleições de 2012

Depois de expirar o prazo (sexta-feira, 7 de outubro) para que os políticos pudessem trocar ou se filiar de partido visando as eleições de 2012, o quadro político de Botucatu agora é de expectativa e negociação para costurar apoios e formar coligações, embora ainda falte um ano para a realização do pleito.

A Mesa Diretora da Câmara Municipal definiu que o número de parlamentares permanecerá com as mesmas 11 cadeiras atuais. Isso irá fazer com que muitas pessoas que estudavam concorrer repensem a decisão. Muitos desses são ex-vereadores que estavam trabalhando nos bastidores para que houvesse um aumento para 15 ou que voltasse a ter 17 vereadores como em gestões anteriores. Houve até quem defendesse uma câmara com 19 vereadores que seria o número máximo permitido para Botucatu de acordo com seu contingente populacional que é de, aproximadamente, 130 mil habitantes.

“Com 11 cadeiras em disputa a situação fica muito mais complicada. Sempre defendi que a Câmara deveria voltar a ter 17 vereadores e nunca escondi isso de ninguém. Estou estudando a possibilidade de voltar a concorrer, pois todo mundo que me encontra na rua me pergunta isso. Vamos ver, temos muito tempo até as eleições”, disse o ex-vereador Ednei Carreira. Outros ex-vereadores como Antônio Vaz Corrêa – o Cula, Hélio Maschetti, José Fernandes de Oliveira Júnior, José Francisco dos Santos – o Dadá, José Benedito Vieira – o Zelão, Waldir Duarte, Luiz Rúbio, José Varoli Ferrúcio Arias, Fernando Carmoni, entre muitos outros, também estão pensando em disputar o pleito do ano que vem.

Na Câmara Municipal a mudança mais significativa foi dos vereadores Abelardo que saiu do PV e foi para o PSD e do professor Nenê , que deixou o PSB e optou por se filiar no PT, que passa a ter a maior bancada do legislativo botucatuense. Ambos devem disputar a reeleição.

Nas eleições majoritárias tudo está se delineando para que seja formada duas frentes distintas: uma de situação liderada pelo atual prefeito João Cury Neto e outra, de oposição, com o ex-prefeito Mário Ielo. Por tudo isso, o início do ano que vem deverá ser quente na política local, principalmente, após as convenções partidárias que definirão o nome daqueles que disputarão o cargo de prefeito ou as 11 cadeiras da Câmara Municipal.