Os Desafios de Mário Pardini: Novo prefeito irá lidar com problemas na saúde, mobilidade e orçamento apertado

 

Foto: Marcelino Dias
Foto: Marcelino Dias

Após uma semana da vitória de Mário Pardini [PSDB] nas urnas com 39.045 votos (58,20%), uma diferença diferença importante sobre seu principal adversário, o ex-prefeito Mário Ielo, que recebeu 21.663 votos (32,29%), os trabalhos começam a se concentrar na composição do novo governo. Ele assumirá o comando de Botucatu pelos próximos quatro anos a partir de 01 de janeiro de 2017.

Os desafios são muitos. Pardini terá que lidar com uma saúde municipal que apresenta diversos equipamentos, é verdade, mas que peca no atendimento inicial. As longas filas e o atendimento demorado são algumas das reclamações recorrentes da população de Botucatu.

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Foto Acontece Botucatu

Os obstáculos são enormes também na mobilidade urbana, pois a cidade há anos apresenta estrangulamento de suas vias e pouco se avançou nas últimas décadas. O aumento da frota, hoje estimada em pouco mais de 100 mil veículos, contribui para o problema.

Modelo Poupatempo de atendimento na saúde e monitoramento dos postos e prontos-socorros são ideias de Mário Pardini na saúde. Construção de um anel viário é um dos diagnósticos para o trânsito de Botucatu segundo o prefeito eleito no último dia 02.

Mas não é só isso, pois educação, segurança e moradia são sempre itens que precisam de investimentos. E o momento é turbulento e de pouco dinheiro para os municípios. Terá que fazer enxugamento da máquina, algo que já executou na Unidade de Negócio Médio Tietê (Sabesp) em uma passado recente.

Pardini herdará um orçamento com baixo crescimento, de aproximadamente R$ 350 milhões para uma cidade que já ultrapassa a marca dos 140 mil habitantes. A situação se agrava por conta do momento delicado que vive a economia do país, que claramente compromete as receitas dos municípios. Mais do que nunca terá que se relacionar para buscar recursos dos governos estadual e federal para manter obras feitas no governo João Cury, como a UPA e Pinacoteca, que trarão despesas extras consideráveis.

“Prefeito nenhum é Deus, prefeito nenhum é super-herói. Vou depender muito do Fernando (Cury), do João (Cury), que mesmo não sendo prefeito é um político que cresceu muito, que ganhou o respeito de pessoas importantes no governo estadual e federal. E vou contar muito com o governador Geraldo Alckmin que pediu para que eu fosse candidato. Vou bater na porta de cada um deles para que a gente possa trazer recursos para a nossa cidade”, colocou Pardini ao Acontece Botucatu.

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Foto Pronto Socorro Regional: Atendimento na saúde será um dos desafios de Mário Pardini

Sobre a formação do governo, o prefeito eleito ainda estuda nomes na composição técnica e política. Adiantou apenas que respeitará a equipe montada por João Cury, mas terá suas pessoas de confiança.

“Vamos manter uma parte da equipe de convênios que ajudava o João a captar recursos, vamos também trazer pessoas novas. Vou respeitar a equipe que o João criou, mas também vou acrescentar com o meu time, é natural de um novo governo ter sua equipe de confiança e eu também tenho a minha”, se limita a dizer, por enquanto, Pardini sobre o novo governo.

A transição de governo deverá ser tranquila, contando com pessoas da atual gestão que devem reforçar a futura administração. A posse de Pardini e André Peres será no dia 01 de janeiro de 2017, tendo como cenário o Teatro Municipal.