Discussão afasta vereador do trabalho na Embraer

O vereador Abelardo (PV), que tem um contrato de prestação de serviços com a empresa Embraer de Botucatu está respondendo a um processo administrativo em razão de um desentendimento ocorrido durante recente jornada de trabalho. Consta que o parlamentar discutiu com um companheiro de trabalho e este teria se apropriado de um martelo, ameaçando agredi-lo. “Ele partiu pra cima de mim e procurei sair de perto para evitar ser agredido”, defendeu-se o vereador do PV.

Após o entrevero, esse funcionário teria procurado a chefia de sua área relatando o ocorrido e o caso foi passar na direção da empresa que acionou o seu departamento jurídico para abrir um processo administrativo, com o objetivo de ouvir as duas partes envolvidas para que os fatos sejam, devidamente, apurados. Os dois funcionários foram afastados do trabalho até a conclusão do relatório final.

“Tenho problemas dentro da empresa com pessoas que ocupam cargos de chefia, pois estou sempre defendendo os funcionários e isso incomoda. Como sou sindicalista e membro Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), só posso ser demitido da empresa por justa causa, ou seja, se cometer uma falta grave, mas isso não aconteceu. Pelo contrário, eu é que sou a vítima. Estão querendo arrumar um jeito de me desligar da Embraer”, observou Abelardo.

O advogado Ézeo Fusco Júnior que está defendendo os interesses do vereador do PV, alega que está aguardando o posicionamento da empresa para ver como vai atuar no caso. Segundo ele, o processo administrativo interno foi instaurado para que a empresa dê o seu parecer sobre o caso, mas ainda não foi concluído.

“Só depois que tiver conhecimento do teor do documento da empresa é que poderei montar a estratégia de defesa, caso seja necessário. Casos de desavenças entre funcionários são comuns em qualquer empresa. O problema é que este caso específico envolveu um vereador, que é sindicalista e a repercussão é maior. Mas acredito que no final tudo será esclarecido”, frisa o advogado.

A reportagem do {n}Acontece {/n}apurou que o caso de Abelardo já está sendo discutido na cidade de São José dos Campos, onde fica a matriz da Embraer. Nenhum diretor da empresa quis se manifestar sobre o assunto e aguardam a conclusão do processo administrativo.

Foto: Valéria Cuter